Tribuna Expresso

Perfil

Entrevistas Tribuna

Gabriel Alves: “Há muita gente que não gosta daquela minha frase, ou acha que é parva, mas não é - ‘A força da técnica e a técnica da força’

O campeonato está a acabar, o Benfica já é tetracampeão e lembrámo-nos de perguntar a Gabriel Alves o que tem achado desta época. O antigo comentador da RTP não percebe como o FC Porto nada fez para contrariar a perda da hegemonia, nem entende como o Sporting sofreu tantos golos. E aproveitámos para falar de como tem sido a sua vida, que ainda é comentar jogos - mas são os da liga espanhola

Diogo Pombo

Está ali Jonas a abraçar Lindelöf, mas não está nesta foto o homem que Gabriel Alves considera ter sido o mais importante do Benfica esta temporada

Foto Miguel Riopa/AFP/Getty Images

Partilhar

Estamos na ressaca do tetra do Benfica. Sinceramente, estava à espera que isto acontecesse, no início da época?
Sim. Havia todos os indicadores que era uma das hipóteses para este temporada. Isto porque o Benfica é uma instituição que soube, a determinada altura, depois de um largo hiato, reestruturar-se. A partir daí, obviamente que tudo era possível. Em relação aos outros clubes, ou o Sporting e o FC Porto, que são os outros principais candidatos ao título, tinha-se uma expectativa muito grande sobre o Sporting. Ou melhor, eu penso mais que era sobre o que Jorge Jesus iria fazer. Em relação ao FC Porto, se era capaz de dar a volta a uma perda de hegemonia que estava perfeitamente evidente. Quando o FC Porto perde o primeiro campeonato para o Benfica, penso que foi um sinal. Terá não ligado.

Achou que era um acaso.
Sim, terá continuado. Acontece o segundo título do Benfica e penso que acendeu o sinal amarelo. E o terceiro já foi o sinal vermelho. Nesta altura, o Benfica está com a hegemonia do futebol português e é, de facto, o virar de uma página depois de todos aqueles anos em que o FC Porto dominou como quis. E fica-se aqui sem se perceber o porquê de o FC Porto não ter acompanhado esta mudança que aconteceu. Não respondeu, digamos, ao Benfica. É a questão que fica mais no ar, porque teve possibilidades de o poder fazer.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)

Partilhar