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Héctor Moreno: “Lo siento mucho”, disse-nos o homem que nos deu uma desilusão. E riu-se

O defesa central mexicano de 29 anos marcou já nos descontos o golo que nos roubou dois pontos na Arena Kazan. Fizemos-lhe umas perguntas na zona mista, no final do Portugal-México (2-2)

Lídia Paralta Gomes

Moreno atira um coração depois de deixar 10 milhões de portugueses com uma grande desilusão

YURI CORTEZ/Getty

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Minuto 90’+2, momento que começa a ficar estranhamente familiar para o futebol português. Desta vez foi para a Seleção Nacional, que sofreu um amargo empate frente ao México na estreia na Taça das Confederações.

Quando Cédric marcou aos 85 minutos, todos pensámos que a vitória estava na mão. Até que apareceu a cabeça de Héctor Moreno, defesa central, 29 anos, recém-transferido do PSV para a Roma. E assim sofremos o golo mais tardio numa fase final.

Na zona mista, o homem era só sorrisos (pudera). Nós fizemos questão de lhe darmos conta da nossa indignação.

Héctor, és o grande responsável por neste momento 10 milhões de portugueses estarem um bocado chateados.
Lo siento mucho [risos]! Bem, calhou ser eu a marcar o golo e estou muito feliz. É uma satisfação grande porque acho que a equipa tentou muito, tentou ter a bola. Acho que o resultado acabou por ser justo.

Como é que percebeste que no canto aquela bola ia ser tua?
Só me lembro que a bola vinha na minha direção e ganhei o mano-a-mano ao José [Fonte]. Cabeceei, a bola até podia ter ido fora, mas felizmente foi dentro!

E como foi defender o Cristiano Ronaldo, o Nani e o Quaresma?
Uff, são grandes jogadores. Esta noite tivemos mesmo de nos aplicar porque tivemos muitos passes nas costas. Foi muito complicado porque são jogadores muito habilidosos e muito rápidos. Mas estivemos atentos e fizemos com que tivessem muito poucas oportunidades para a qualidade que têm.

Prepararam este jogo com Portugal de forma específica?
Sim, porque sabíamos da qualidade dos jogadores portugueses. Temos um treinador que é quase obcecado com o futebol e prepara cada jogo de uma maneira distinta, olhando às virtudes e aos defeitos do rival. Para Portugal tivemos uma semana inteira de preparação, acabámos por ter bastante tempo. Agora para a Nova Zelândia só vamos ter dois dias. Esta última semana foi todos os dias a trabalhar e a pensar como criar problemas a Portugal.

E conseguiram!
Um poquito [desata-se a rir]! Quer dizer, tínhamos preferido os três pontos mas com um também ficamos felizes.

Até onde pode chegar o México na Taça das Confederações?
Espero que longe! Temos muita confiança na equipa e estamos a trabalhar muito para chegar à final, esse é o nosso sonho e estamos a trabalhar para isso. Ainda temos muitos jogos mas espero lá chegar.