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Bernardo Silva: “Falhar o Europeu foi duro, pensei que podia lá estar com eles”

A seleção terá no Mundial um extremo que pensa como um médio e que, após um ano com Pep Guardiola no Manchester City, diz estar melhor (e diferente)

Diogo Pombo

Bernardo Silva fez 53 jogos esta temporada pelo Manchester City, marcando nove golos

Nuno Botelho

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A bola. É o que Bernardo Silva privilegia, sempre, durante um jogo de futebol. Justifica-o pelos muitos anos em que cresceu a jogar a médio, até virar profissional — e isso percebe-se quando o vemos jogar e o ouvimos falar. Aos 23 anos, e depois de falhar a glória do Europeu devido a uma lesão, vai ao Mundial após uma época de convivência com Pep Guardiola, que lhe mudou a maneira de pensar.

Estás num jogo, a meio do meio-campo adversário, e sabes que vais receber uma bola. Em que pensas?
Acho que a primeira coisa que a maioria dos jogadores pensa, na parte ofensiva, é tentar perceber se está marcado, quantos adversários tem e onde é que estão, para saber para que lado deve fazer a receção e como a fazer. Depois, tem de perceber se é o momento para atacar com intensidade, ser agressivo e ir para a baliza, ou se é o momento para manter a posse da bola e fazer um jogo mais passivo. Acho que é isso, porque, se a tua equipa estiver muito cansada, é melhor manteres a bola; se precisares de marcar um golo e vires que a equipa adversária está desorganizada e há vários jogadores da tua equipa em zonas de finalização, tentas obviamente atacar — ou arriscar um passe, ou um remate, ou uma finta, para criar desequilíbrios.

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