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Greves que assolam França preocupam organizadores do Euro 2016

As greves que assolam a França estão a inquietar os organizadores do Euro 2016 de futebol, a dois dias do início de um dos maiores eventos desportivos mundiais, segundo revelou hoje o responsável pela organização, Jacques Lambert.

© Eric Gaillard / Reuters

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"É um assunto sobre o qual não temos controlo, mas que nos preocupa", disse o presidente do comité organizador durante uma conferência de imprensa em Paris, a dois dias do jogo de abertura do Euro2016 entre a França e a Roménia, no Stade de France.

Jacques Lambert considerou que tudo o que afeta a mobilidade do pessoal da organização, das equipas e dos adeptos vai em sentido oposto ao que seria desejável: "Vamos ter de nos adaptar e temos feito isso nestes últimos dias. As equipas da organização passam o tempo a fazer e refazer reservas, alterar bilhetes."

Enquanto dois milhões de visitantes estrangeiros são esperados na França para o Euro2016, que se disputa entre 10 junho e 10 julho, o governo francês tenta minimizar os efeitos da agitação social causada pela reforma do direito do trabalho, a qual pode afetar o movimento de adeptos entre as dez cidades que serão palco dos jogos.

A greve do SNCF (Sociedade Nacional dos Caminhos de Ferro de França) foi remarcada para quinta-feira, enquanto a mobilização no setor dos resíduos se mantém e os sindicatos dos pilotos da Air France apelam à greve marcada para sábado, dia 14 de junho.

Em 1998, Jacques Lambert foi diretor-geral do comité organizador do Mundial de França, que esteve sob a ameaça de uma greve dos pilotos da Air France, e disse que iria estar "muito atento" ao que vai acontecer naquela companhia aérea a partir de sábado.

"Não é uma situação agradável e lamento-a. Infelizmente, não temos qualquer influência sobre esses movimentos sociais", desabafou Jacques Lambert, que ainda se lamentou do mau tempo que tem assolado a França nos últimos dias.

Lambert aludiu a tempestades severas em Lyon e Lille e não descarta a possibilidade de alguns relvados "poderem ficar impraticáveis para jogar", o que poderia implicar "a transferência de alguns jogos para outros dias e outros estádios".

Lusa