Euro 2016

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O artista da bola vai a jogo

Hoje, às 19h45, Portugal faz contra a Estónia o último jogo de preparação antes de ir para a França. E Cristiano vai ter os seus minutos

Expresso

E ainda dizem que há quem não possa com ele, nem pintado

Foto KENZO TRIBOUILLARD/GETTY

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Como o Euro está quase a arrancar, o melhor é seguir a cartilha de sempre: quanto mais perto está a competição, mais fácil se tornam os adversários na preparação. Não convém inventar nem arranjar problemas onde eles não existem. Que venha a Estónia, portanto.

As 6 vitórias e um empate e os 18 golos marcados e apenas um sofrido pela seleção Portuguesa no histórico de confrontos com a Estónia revelam que, mais do que um teste às capacidades do grupo, este encontro serve para levantar o moral das tropas e dar minutos a CR7 e a Pepe.

O selecionador descansou o coração de 10 milhões ao confirmar o que já o Primeiro Ministro tinha afirmado: Ronaldo está em forma, recomenda-se e está em pulgas para o demonstrar.

Ora bem, se a presença de Ronaldo no onze inicial é quase uma certeza o mesmo não se pode afirmar dos outros e acredita-se que o mister experimentará o onze com que vai iniciar o primeiro jogo no Europeu (dia 14, com a Islândia). É um primeiro cheirinho daquilo que poderemos ver em França.

A opção de abandonar o 4-3-3 e jogar com dois avançados móveis é vista como uma forma de gerir o esforço do capitão no processo defensivo da equipa. É que aceitar e contornar as limitações físicas daquele que é o jogador mais importante da seleção pode ser a chave para o sucesso em terras gaulesas. A dúvida é quem o acompanha, lá à frente, se Nani, se Quaresma.

Mas não é só no ataque que existem incertezas. Este jogo pode também revelar quais as escolhas de Fernando Santos para o meio campo. Danilo ou William na posição mais recuada, Adrien ou Moutinho como primeiro construtor de jogo, Renato ou André Gomes numa das alas e João Mário ou Rafa na outra. Aqui há qualidade - e em fartura.

Na defesa as principais dúvidas estão nas laterais. Pepe, Ricardo Carvalho e Rui Patrício ocuparão os lugares centrais do setor mais recuado. Fica em aberto a disputa por um lugar a defesa esquerdo entre o campeão português Eliseu e o jovem e cobiçado Raphael Guerreiro que já mostrou ser uma boa opção, no lado direito, Cedric e Vieirinha lutam pela vaga.

Na Estónia, que tem no seu defesa Ragnar Klavan o jogador de maior cartaz, é o selecionador Magnus Pehrsson que joga ao ataque e aponta ao lugar mais previsível: critica a dependência da seleção em Cristiano Ronaldo. “Portugal favorito? Nem no top 3…” respondeu o sueco que lidera os estónios.

Mind game.