Euro 2016

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Maradona diz que Ronaldo pode levar sozinho uma equipa à final

O argentino Diego Maradona afirmou hoje que Cristiano Ronaldo é um dos futebolistas que sozinho pode levar uma equipa à final, durante um evento promocional do Euro 2016, em Paris, considerando o português a estrela do torneio.

© Charles Platiau / Reuters

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"Cristiano, sem dúvida. É um dos jogadores que praticamente sozinhos podem levar uma equipa à final. O Cristiano é património do futebol. Quem gosta de futebol, gosta de Cristiano. Pressão? Não creio que um jogador com a sua experiência tenha pressão num torneio destes. Aliás, quem deve ter pressão são os defesas que o tenham de marcar nos jogos", afirmou o 'El Pibe', durante a ação publicitária ocorrida na capital francesa.

Na ocasião, Maradona dirigiu uma equipa frente a um conjunto orientado pelo brasileiro Pelé, outrora seu inimigo, tendo ainda elogiado outros jogadores presentes no Euro 2016.

"Há vários jogadores que quero ver no torneio. Hazard, De Bruyne, Rooney, Iniesta... São daqueles que fazem com que as pessoas se queiram sentar em frente a uma televisão a ver os jogos", referiu Maradona.

O argentino, no entanto, escusou-se a apontar possíveis favoritos à vitória final, preferindo falar em equilíbrio de valores.

"No futebol não há rivais pequenos. Qualquer um pode surpreender num jogo. Vejo que há algumas boas seleções, mas será a bola a sentenciar. Por exemplo, a Inglaterra melhorou muito", assinalou.

Quanto ao encontro promocional, Maradona, de 55 anos, ainda jogou na segunda parte do desafio de 30 minutos, enquanto Pelé, de 75, contentou-se em ficar no banco.

Sem surpresa, o jogo terminou empatado 8-8, com Angelo Peruzzi, David Trezeguet, Marco Materazzi, Ciro Ferrara e Clarence Seedorf, sob o comando de Maradona, frente a Rio Ferdinad, Dida, Bebeto, Hernan Crespo e Fernando Hierro, orientados pelo rei.

De assinalar ainda a conciliação entre Maradona e Pelé, depois da eleição promovida pela FIFA para o jogador do século XX, cuja votação online foi vencida destacadamente pelo argentino, mas o organismo promoveu uma outra conquistada pelo brasileiro, levando à entrega do prémio a ambos.

"Eu tive o voto do povo, o Pelé ganhou por desistência", disse então Maradona, que abandonou a gala ocorrida em Roma sem ver a entrega do prémio.


Lusa