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A Inglaterra renovada e a Rússia à espera da renovação

Dentro de minutos começa o jogo grande do dia: ingleses contra russos. Os melhores jogadores estão nos ilhéus, mas nunca se sabe o que pode acontecer

Expresso

Foto Clive Rose/Getty

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Será que é desta? Os ingleses pensam que sim e acreditam bastante na sua jovem seleção. A verdade é que eles pensam sempre que vai ser desta, e tirando o mundial de 1966, ganho em casa com alguns empurrõezinhos, isso nunca chegou a acontecer.

A verdade é que os rapazes de Roy Hodgson deixaram muito a desejar no jogo contra Portugal em Wembley. Jogo fraco que revelou algumas limitações ofensivas contra uma seleção que jogou com 10 grande parte do tempo. Falta de criatividade disse o mister JJ. Rooney já não é o mesmo e joga agora a médio centro, bem longe da baliza.

Lá na frente a irreverência de miúdos como Rashford ou Sterling e a qualidade de Ali e Kane, que fizeram uma grande época ao serviço de Tottenham, são a esperança. Vardy vai na comitiva para França com a missão de lembrar aos outros que tudo é possível. Um destaque para Eric Dier (jogou no Sporting, lembra-se?) que em pouco tempo conquistou um lugar no onze e parece que é para ficar, tem sido aposta regular.

Os ingleses ganharam 4 dos últimos 5 jogos (todos amigáveis) que realizaram. Conta-se entre eles a vitória contra a Alemanha em Berlim e em Londres contra Portugal.

E agora, a Rússia. Pouco se conhece dos russo à parte do eterno Sergey Ignashevich, dos gémeos Berezutskiy e de Roman Shirokov.

Leonid Slutsky (o tipo que passa os 90 minutos a baloiçar para a frente e para trás) tem agora o dobro das razões para se enervar. Acumula a tarefa de treinar o CSKA com o trabalho de selecionador da Rússia. Slutsky Nno conta com um dos melhores jogadores russos da atualidade, Alan Dzagoev, que está lesionado, e decidiu deixar em casa outro titular,, Alexander Kerzhakov. No lugar deste seguiu um dos diamantes do futebol russo, Aleksandr Golovin, um jovem de 19 anos nascido na Sibéria. E também seguiu o gigante Artem Dzyuba que sabe jogar à bola, e muito provavelmente vai fazer dupla com o outro colega do Zeni, Aleksander Kokorin, o segundo jogador russo mais bem pago da atualidade.

Posto isto, para que lado pende o favoritismo? Para os ingleses, que têm melhores jogadores. Só que os ingleses são ingleses e se continuarem a ser o que foram no passado recente, há sempre espaço para uma surpresa.