Euro 2016

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Islândia: Altos, louros e com nomes compridos

O que valem os islandeses? Não se sabe bem, porque é a estreia deles em campeonatos internacionais. Mas, atenção, foram estes tipos que deixaram a Holanda fora da corrida durante a qualificação

Expresso

Foto ODD ANDERSEN/Getty

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Portugal vai apadrinhar a estreia da seleção islandesa em grandes competições e esperamos nós que dê banho - mas atenção, eles não são coxos.

Para os mais desatentos, foi por causa destes loirinhos com nomes estranhos que os holandeses ficaram em casa. Duas vitórias em outros tantos jogos contra a seleção que à partida seria a favorita para vencer o grupo.

A última vez que a Europa parou por culpa dos islandeses foi em 2010, por causa do Eyjafjallajökull - não, não adormecemos em cima do teclado. Foi o tal vulcão que decidiu entrar em ação e até deu uma ajudinha a Mourinho quando o Barcelona foi obrigado a fazer uma viagem de autocarro da Catalunha a Milão.

Mas essa história já lá vai. Agora, temos que ser nós a mostrar o fogo lusitano, aquele que nos vai na alma e nos faz entrar em ebulição. É preciso ter o sangue a ferver para ganhar aos frios islandeses.

O estilo viking desta equipa é a sua arma: são bravos e lutam até ao último minuto, sem medo e sem mostrar piedade na altura de acabar com o adversário. Foi assim com Holanda, Rep. Checa e Turquia.

Sigurdsson, o Gylfi, é sem dúvida a estrela da companhia, é jogador de Premier League e tem dado muito boa conta de si por terras de Sua Majestade. Marca golos e faz jogar os colegas.

Outro que também nos pode dar algumas dores de cabeça é Gudjohnsen, este Globetrotter do futebol, tem uma carreira de fazer inveja a muitos, PSV, Chelsea, Barcelona e Tottenham são apenas alguns dos clubes por onde passou e deixou saudades.

Sigurdsson, o Ragnar, é o defesa, duro e forte e corajoso e é a este senhor que CR7 vai tentar fazer a cabeça em água (voltamos à banhada).

Ora bem, deixemos os islandeses por um bocado e vamos ao que interessa. O engenheiro já traçou o caminho - é para ir até ao fim. O sorteio correu bem. Mas às vezes o que parece fácil complica-se. Sabemos isso por experiência própria, já falhámos qualificações que pareciam garantidas e já nos safámos em grupos com a Alemanha e a Inglaterra, por exemplo.

A seleção chega ao primeiro jogo com a moral em alta, o principal objectivo do jogo com a Estónia foi conseguido. Ganhámos e jogámos bem. Ok, a Estónia é fraca, mas Portugal deu sete a zero.

Jogar com Ronaldo mais perto da baliza adversária sempre foi um problema na nossa seleção. O rapaz não pode estar em todo o lado. Acontece que existe agora uma quantidade de miúdos naquele meio-campo que parecem ter jeito para a coisa. CR7 não se desgasta tanto e a sua relação de amor com o golo pode ser consumada vezes e vezes sem conta.