Euro 2016

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O fair-play, a pressão, o onze e claro Ronaldo

Fernando Santos fez o lançamento do Portugal-Áustria. Rejeita a pressão e não aceita lições de desportivismo

Expresso

Foto FRANCISCO LEONG/Getty

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Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo contra a Áustria, Fernando Santos apresentou-se bem disposto, sorridente e aparentemente despreocupado. E falou dos temas que interessam.

Fair-Play

"Quando falo em fair-play fico com vontade de rir porque quando falamos dos outros, da forma como os outros reagem... Na minha terra diz-se que quem não se sente não é filho de boa gente. Depois do que foi dito pelo treinador e alguns jogadores islandeses, depois de durante os 90 minutos passarem o tempo a assobiar Ronaldo e o Pepe inclusivamente o banco da Islândia 'incentivou' o Pepe. Isso é um comportamento anti fair-play"

"Fair-play é algo que se deve respeitar sempre. É algo que fiz: na conferência antes do jogo não me referi em nada às afirmações que tinham feito. Não aceito que venham com questões de fair play a algo que ocorreu depois da falta de fair play. A minha equipa tem sido exemplar no que toca às questões disciplinares, dos cartões amarelos e assim continuará a ser"

Onze

"Como todoas as equipas têm feito devido ao curto espaço de tempo entre jogos é natural que faça algumas alterações. Podem esperar alterações mas não esperem nenhuma revolução".

Pressão

"Pressão máxima sempre tivemos, antes de chegarmos, quando chegámos e agora. Nestas competições não acredito que haja pressões mínimas e este jogo enquadra-se no mesmo contexto, um jogo de pressão máxima. Seria sempre qualquer que fosse a circunstância. Os resultados da primeira jornada podem ter modificado um pouco, mas não a característica deste jogo. Não acredito que vá alterar em nada"

Ronaldo

"Eu respeito o vosso trabalho, a sério que respeito. Sei que têm que fazer essas perguntas e eu respeito. O Cristiano é importante na nossa equipa porque é o melhor jogador do mundo.
"Se é ele que vai marcar os livres? Acha que eu ia dizer-lhe isso? Mais valia enviar uma carta ao treinador da Áustria a dizer olha quem marca os livres e os cantos é o Manel. Assim ele ficava em vantagem."