Euro 2016

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Meninos à valsa!

O Comendador de bigode pede a Fernando Santos que ponha gente que corra dentro de campo no jogo contra a Áustria

Comendador Marques de Correia

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Na minha última intervenção já tinha dito que vós sois uns betinhos totais. Viu-se! Apanharam os latagões da Islândia e pareciam uns queques de Cascais com medo de um gangue de um bairro periférico. É por isso que nos falta homens como o Morais, que arrumou o Pelé em 1966 (e na terça tinha dado cabo de, pelo menos cinco ou seis vikings); é por isso que nos falta o bigode farfalhudo, a perna peluda e não esse ar tipo metrossexual que a maioria de vós tem.

Posto isto, o que já não é pouco, e depois do desastroso empate com uns tipos cujo nome acabam todos em son, o que quer dizer filho, não podemos deixar que outros filhos ou son, ou lá o que são como o Kahn ou o Lineker trocem de nós. Como dizia um grande treinador do Sporting, “Para a frente leões, vamos a eles que nem tarzões!”. Temos a Áustria à porta. E não me venham com tretas – os austríacos são uns meninos. São tipos que entram para a escola primária e aprendem a dançar a valsa ou a tocar instrumentos musicais maricas como o glockenspiel para poderem transmitir aquela chatice do concerto de Ano Novo. A seleção austríaca é formada pelos tipos mais pezudos, que nem a valsa dançam, nem glockenspiel tocam; também não são como aqueles que vivem nas montanhas a cantar yodel que é assim como um vira do Minho mas cheio de requebros na voz. Não! Os jogadores da Áustria são uns pecos e até perderam com a Hungria, país que depois do Puskas nunca mais teve futebol. Sabiam que lhe chamam magiares porque só comem sopa Maggi?

Por isso, Fernando Santinho, meu caro amigo, vamos lá pôr a equipa a jogar para dar aí uns 5 ou 6 secos. Para isso basta tirar os pernetas e pôr tipos que corram, tipo Renato Sanches, Nelson Évora ou Ricardo Quaresma. Tipos sem peneiras, capazes de dar umas trancadas no meio campo ou marcar um golo com a mão se ninguém vir. Isto porque, caro Santinho, se não ganhas este jogo, escusas de voltar a Portugal; podes logo ficar por aí à espera que alguém te contrate.

Sim, os portugueses não andaram a investir emocionalmente nesta seleção há mais de seis meses, para agora serem mais espoliados do que os espoliados do BES. Bem sei que o primeiro-ministro ficou contente com o empate e disse que “um ponto já cá canta”, mas não te esqueças de que ele perdeu as eleições, pelo que um empate é, para ele, uma vitória.

Vamos a eles, ou não vamos a eles? Vamos, não é? E aos magiares vamos dar-lhes uma knorrada que eles nem sabem onde se metem.

Viva Portugal!