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Fernando Santos confiante: “Só volto dia 11 para Portugal”

Um dia depois do empate frente à Áustria, o selecionador português diz que não gosta de falar de sorte ou azar: “Às vezes há galo”, respondeu Fernando Santos aos jornalistas. O técnico sublinhou ainda que o próximo jogo será uma final antecipada e que a “grande arma” de Ronaldo é reagir com “enorme força às adversidades”, com golos

Liliana Coelho

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Tony O'Brien/ Reuters

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Tal como é habitual, Fernando Santos fez questão de dar a cara após o jogo, que desta vez dificultou as contas a Portugal. Em conferência de imprensa, o selecionador português lamentou esta tarde o empate sem golos frente à Áustria, ainda que elogiasse a exibição da equipa portuguesa no Estádio Parque dos Príncipes, em Paris.

“Não gosto de falar de sorte ou azar. Acho que é galo. Às vezes há galo. Na minha opinião nunca se pode considerar excelente quando não se ganha, mas Portugal fez uma exibição muito boa, com o único senão de não ter concretizado, em alguns casos por demérito nosso”, declarou Fernando Santos aos jornalistas.

O técnico garantiu ainda que a equipa vai encarar próximo o jogo de uma forma diferente, mas com a mesma atitude forte. “Em relação ao jogo da Hungria temos que continuar esta atitude fortíssima que tivemos neste jogo e melhorá-la. Transformámos a Áustria, que está no 10.ª no ranking mundial numa equipa que parecia fraca. (...) Eu acho que antecipámos as nossas finais. Vamos estar na nossa primeira final que seria dia 26”, acrescentou.

Fernando Santos lembrou que o jogo de ontem foi o primeiro sem golos desde que está no comando da seleção, assegurando que essa situação não se irá repetir. “Fica a sensação de que às vezes temos vergonha de ser feios, eu não me importo, quero é que a bola entre lá para dentro”, disse o selecionador, entre risos.

“Se houver pénalti é para Ronaldo”

Questionado sobre o estado de espírito do capitão da seleção, Fernando Santos admitiu que é normal Cristiano Ronaldo estar mais abatido depois de várias bolas ao poste e um penálti falhado. Mas defendeu que a “grande arma” de Ronaldo é “reagir com força face às adversidades”.

“Se houver penálti para a próxima é golo e quem vai bater é o Ronaldo, isso é garantido, nem que seja com os dois pés ao mesmo tempo.”

Para o selecionador, Portugal assume-se ainda com um dos favoritos do grupo a passar aos oitavos-de-final, embora a Áustria esteja em situação privilegiada e depois a Hungria. “Este grupo está completamente aberto. Eu acredito que Portugal se vai apurar.”

E mais: “Já disse à minha família que só volto dia 11 para Portugal.”