Euro 2016

Perfil

The Guardian: “Ronaldo está a ter dificuldade em aceitar o avançar da idade”

A vida não está fácil para CR7. As críticas sucedem-se e há quem escreva que a carreira do português está a caminhar para o fim. “O que faria um Ronaldo de 21, 25 ou 28 anos a uma defesa composta por Florian Klein, Sebastian Prödl, Lukas Hinteregger e Christian Fuchs?”

Expresso

SRDJAN SUKI / EPA

Partilhar

"Cristiano Ronaldo: The rise and fall." Seria este o título hollywoodesco de um qualquer filme que tratasse da ascenção meteórica de Cristiano Ronaldo aos píncaros do futebol mundial e a consequente queda, tendo aquela bola ao poste, no penálti contra a Áustria, como epílogo.

Acontece que o guião parece já estar a ser escrito. Para o jornalista Jamie Jackson, do “Guardian”, o momento de Ronaldo revela que o jogador está já na fase descendente da sua carreira: "Cristiano Ronaldo no Euro 2016 é uma força em declínio. Aos 31 anos é compreensível. Ele, como qualquer atleta de elite, está a ter dificuldade em aceitar o avançar da idade. A sua intermitente prestação no empate a zero contra a Áustria foi a última prova".

Jamie Jackson, que além de escrever para o “Guardian” ainda dá uns pontapés na bola como semiprofissional, não foge à sempre fácil comparação com Lionel Messi: "Messi continua a ser a figura central - mas dentro de campo, porque o argentino pede a bola em qualquer zona do campo, ele sabe que pode fazer estragos nos adversários a partir de qualquer lado no campo. Ronaldo já foi assim. Agora tem que saber escolher cuidadosamente os momentos em que pode fazer a diferença". Mais: "O que faria um Ronaldo de 21, 25 ou 28 anos a uma defesa composta por Florian Klein, Sebastian Prödl, Lukas Hinteregger e Christian Fuchs?".

O correspondente do “Guardian” recua até aos últimos jogos do capitão português pelo Real Madrid para defender a sua tese: "Na vitória apertada do Real nas meias-finas da Liga dos Campeões, no mês passado, Ronaldo foi periférico. Na final em San Siro contra o Atlético de Madrid, apesar do penálti que decidiu a final, foi periférico. Continua a ser uma excitação ver Ronaldo jogar, mas os dias em que vencia o universo já lá vão".