Euro 2016

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Estava tudo bem com a seleção espanhola até Pedrito falar

Pedro não está a gostar do seu papel secundário na seleção espanhola. Nolito é o protagonista num filme já muitas vezes visto.

Expresso

JuanJo Martin / EPA

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A insatisfação por ficar de fora a ver os colegas ganharem jogos é normal. Não há treinador que não tenha dito que gosta que os seus futebolistas que menos jogam se mostrem revoltados. Mas que mostrem essa revolta e essa frustração nos treinos, que lutem pelos seus lugares com os pés, com as pernas, com a cabeça.

O espanhol Pedro Rodríguez, campeão do mundo e campeão da europa, tanto em seleções como com o seu ex-clube Barcelona, resolveu usar as palavras. Diz não estar contente com a sua situação de suplente - e que se for para continuar assim, vai pensar o seu futuro na seleção. Pedro conversou com um jornalista espanhol e desabafou:

"Tinha outras expectativas quando vim. É difícil para mim fazer este papel (de suplente). Se for para continuar assim, não vale a pena vir só para fazer parte do grupo."

As declarações caíram mal em Espanha. Pedro tem assistido do banco à ascensão de Nolito e Morata. Os dois estreantes em europeus têm estado muito bem. Marcam e assistem.

Apesar da polémica, Vicente Del Bosque já perdoou o desabafo do extremo. "Falámos e ele disse-me que ninguém o provocou. Creio que ele foi traído pelo subconsciente de uma forma involuntária. Disse e agora lamenta ter dito, pondo a descoberto uma realidade de todos aqueles que não jogam e querem jogar. Ele só queria mostrar um sentimento de raiva e desilusão por não jogar. É inevitável que isso possa acontecer. Não podemos ser duros porque ele sempre foi um homem correto connosco", disse o selecionador em conferência de imprensa. "Pedro está preocupado com a confusão que causou."

Pedrito já reagiu à polémica. "Não estou arrependido. Falei com Vicente del Bosque. Não sei qual vai ser a minha continuidade, mas estou agradecido por estar aqui. Já são seis anos. Não foi nenhum ataque ao treinador, mas devo um pedido de desculpas aos adeptos. Também falei com os meus companheiros, que entenderam as minhas palavras. O mais importante é a equipa."