Euro 2016

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As chuteiras, a tática e o prognóstico

A antiga Ministra das Finanças escreve sobre o Hungria-Portugal e arrisca um resultado

Manuela Ferreira Leite

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Pedem- me uma previsão para o jogo Portugal - Hungria, dado o treino a que tenho estado sujeita,há já alguns anos, pelo Expresso.

A tarefa não é fácil porque a previsão do resultado de um jogo de futebol não é um exercício que se baseie em indicadores empírica ou cientificamente relacionados, pelo que não ajuda muito o conhecimento das aptidões técnicas dos jogadores, ou a história dos resultados de confrontos anteriores.

Porém,também não sendo um jogo de simples sorte ou azar,nem sempre impera a racionalidade no desfecho final e em que o frequente wishfullthinking é fatal para o prognóstico.

Esta ausência de lógica reveste o futebol de uma imprevisibilidade traduzida na frase popular " a bola é redonda ".

Por tudo isto, se muitas vezes acerto nas previsões é porque não raciocino,não percebo de tácticas,desconheço as debilidades das equipes e especialmente não me deixo influenciar por simpatias clubistas. Só que hoje, confesso que me sinto dominada por um forte wishfullthinking que me faz prever uma vitória de Portugal por 2-1.