Euro 2016

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Ronaldo marca à Hungria e deixa para trás Eusébio e Nuno Gomes

Cristiano Ronaldo isolou-se hoje como melhor marcador da seleção portuguesa de futebol em fases finais de grandes competições e do Europeu, deixando para trás o rei Eusébio e Nuno Gomes, respetivamente, ao marcar na estreia no Euro 2016.

© Reuters Staff / Reuters

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Com o golo aos 50 minutos, de calcanhar, face Hungria, que valeu o 2-2, o capitão da seleção lusa passou a contar 10 tentos em fases finais, face aos nove de Eusébio, que lhe deram o título de melhor marcador do Mundial de 1966, e sete em campeonatos da Europa, contra seis de Nuno Gomes.

O 7 luso, que reforçou o estatuto de melhor marcador do Europeu, juntando qualificação e fase final (27 golos), tornou-se também o primeiro jogador da história a marcar em quatro Europeus, sendo que, juntando os Mundiais, também é o único com golos em sete fases finais.

Na história dos Europeus, Ronaldo, que hoje se isolou com o jogador com mais encontros disputados (17, contra 16 de Edwin van der Sar e Lilian Thuram), ficou também mais perto do topo dos marcadores: igualou o inglês Alan Shearer no segundo posto, a apenas dois tentos do francês Michel Platini, que apontou os seus nove no França 84.

Ronaldo estreou-se a marcar por Portugal no primeiro jogo do Euro 2004, quando fez o tento de honra da seleção portuguesa frente à Grécia (2-1), no Estádio do Dragão. O avançado entrou em campo no início da segunda parte e faturou nos descontos.

Na altura, e com apenas 19 anos, o avançado voltou a inscrever o seu nome na lista dos marcadores, desta vez nas meias-finais com a Holanda (2-1), tendo inaugurado o marcador, aos 26 minutos, com um cabeceamento certeiro.

Em 2006, Ronaldo estreou-se em Mundiais e só conseguiu um golo, de penálti, face ao Irão (2-0), na cidade alemã de Frankfurt, em jogo da fase de grupos. Ainda marcaria o tento que qualificou Portugal para as meias-finais, face à Inglaterra, mas no desempate por grandes penalidades.

No Euro 2008, na Áustria e Suíça, numa prova em que Portugal foi eliminado nos quartos, pela Alemanha, Ronaldo também só marcou um golo. O avançado apontou o segundo tento do triunfo (3-1) sobre a República Checa, aos 63 minutos, também na segunda jornada da fase de grupos.

Dois anos volvidos, na África do Sul, o 7 luso voltou a ficar-se por um tento, na maior goleada de sempre de Portugal numa fase final, no caso do Mundial de 2010: Ronaldo marcou o sexto, nos 7-0 à Coreia do Norte, na Cidade do Cabo.

No Europeu de 2012, na Polónia e Ucrânia, o capitão da formação das quinas fez bem melhor: bisou perante a Holanda (2-1), no último duelo do Grupo B, num encontro em que Portugal chegou a estar a perder.

Quatro dias depois, o avançado apontou, aos 79 minutos, o golo que colocou Portugal nas meias-finais, na vitória por 1-0 sobre a República Checa.

Em 2014, e como aconteceu nos dois anteriores Mundiais, Cristiano Ronaldo apontou um golo, o que selou uma inconsequente vitória por 2-1 sobre o Gana, em Brasília, já que não evitou o adeus luso ao Mundial do Brasil.

Lusa