Euro 2016

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Domingos Paciência defende entrada de Renato e Adrien frente à Croácia

O antigo internacional Domingos Paciência defende alterações no onze de Portugal frente à Croácia, dos oitavos do Euro 2016 de futebol, com as entradas de Renato Sanches e Adrien para os lugares de João Moutinho e André Gomes.

Lusa

O português Domingos Paciência orienta os cipriotas do APOEL Nicósia. (Arquivo)

Tim Hales / AP

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"É verdade que o Renato Sanches comete muitos erros, mas acabam por ser cobertos pelas coisas boas que faz. Por isso, acho que era uma boa opção para entrar com a Croácia. O João Moutinho está com dificuldades, o André Gomes também não tem estado com grande brilhantismo. Acho que é no meio-campo que se poderá mexer para melhorar a equipa", disse Domingos, em entrevista à agência Lusa, na antevisão do jogo de sábado, com a Croácia.

O antigo ponta de lança do FC Porto considera mesmo que o meio-campo tem sido o "calcanhar de Aquiles" da seleção e não retirava somente João Moutinho do onze: "Mexia também com o André Gomes. Acho que o Adrien é, neste momento, um jogador que podia ajudar, que podia ser útil".

"O meio campo tem sido o calcanhar de Aquiles da seleção, porque é onde jogam o maior número de jogadores, quatro, e onde Fernando Santos tem procurado fazer a diferença e ganhar superioridade, mas alguns jogadores têm sentido dificuldades", reiterou.

Domingos concede que a seleção croata tem, à partida, algum favoritismo, pois "a seleção portuguesa precisa de melhorar e de ser uma equipa mais consistente".

"Pelo que tenho visto, a Croácia é uma equipa mais consistente do que Portugal, mas há jogos em que tudo muda e a história pode ser diferente", disse.

Domingos considera esta geração de jogadores croatas muito forte e lembra que é composta por jogadores que alinham em grandes clubes, como Modric e Kovacevic, no Real Madrid, Rakitic, no FC Barcelona, Mandzukic, na Juventus, e Perisic, no Inter de Milão, e constitui uma seleção com a qual Portugal terá de ter "muito cuidado".

"Se calhar, tivemos alguma sorte onde fomos cair, do lado mais fácil, no qual podemos encontrar uma Suíça ou Polónia nos quartos de final. Se tivéssemos ficado em segundo lugar, teríamos um adversário mais acessível, entre aspas, a Inglaterra. Esta Croácia, pelo que tem feito neste Europeu, é um adversário mais forte do que a Inglaterra", disse ainda Domingos sobre seleção croata.

A propósito do embate de sábado, Domingos recuou ao Europeu de 1996, disputado em Inglaterra, no qual Portugal se cruzou com a Croácia na fase de grupos, tendo vencido por 3-0, com o último golo a ser marcado justamente pelo então ponta de lança do FC Porto.

"São duas gerações diferentes, a de 1996 e a atual, mas duas grandes gerações. Aquela tinha Suker, Prosinecki... era muito forte. A vantagem que tivemos foi que entrámos muito confiantes, sem tanta pressão, depois de termos empatado com a Dinamarca e vencido a Turquia", recordou à Lusa Domingos, que separa o contexto desse jogo de há 20 anos com o atual.

Por isso, considera que o jogo de sábado "é diferente, uma autêntica final", na qual a Croácia surge "muito mais confiante" do que a portuguesa, "por ter vencido a Espanha, mesmo fazendo gestão de alguns jogadores".

"Para ser honesto, antevejo grandes dificuldades para a seleção portuguesa", finalizou Domingos Paciência.