Euro 2016

Perfil

Fernando Santos: “Na fase de grupos houve excesso de confiança”

Fernando Santos era um homem feliz e aliviado no final do Croácia 0-1 Portugal. Diz que Renato Sanches tem ainda que “crescer” e confirma lesão de João Moutinho

Expresso

FRANCISCO LEONG

Partilhar

Fernando Santos, em declarações à RTP, falou em equilíbrio. Assumiu a estratégia do contra-ataque e admitiu alguma felicidade: "Foi um jogo muito forte, sabíamos isso. A Croácia uma é excelente equipa. Procurámos estudar bem a Croácia, manietar os desequilíbrios deles e responder sempre bem, com capacidade de ter bola e de sair a jogar."

E os seleccionador continuou na mesma toada: "Jogo foi sempre equilibrado. Na primeira parte não me lembro do nosso guarda-redes fazer uma defesa. Nós também não tivemos muitos momentos. Tivemos a felicidade que nos faltou antes mas pareceu-me certo."

Sobre Cristiano Ronaldo, Fernando Santos garantiu que a equipa estava preparada para o que aconteceu: "Houve lances de contra-ataques bons, mas que não conseguimos explorar perante um adversário que fechou bem os caminhos. Eles tentaram sempre bloquear o Ronaldo, conhecem-no. E nós tentámos criar condições para o desbloquear."

Depois, o nervosismo. Ou a ausência deste: "Nunca estive desolado, como vocês viram. Nunca estive muito preocupado, por assim dizer porque acredito nesta equipa. Às vezes nem sempre fazemos o que gostávamos mas estes jogadores estão aqui por um motivo."

Questionado sobre algumas das suas opções o selecionador foi direto ao assunto: "Tive de retirar o André [Gomes] do jogo, estava a ter muitas dificuldades. Havia outras soluções. Se tivesse o João [Moutinho] em condições... mas não estava em condições. Uma das soluções era colocar o Renato em campo, mas pareceu-me mais claro passar o Nani para uma das alas porque o Renato pode perder um bocadinho o controlo nestes jogos porque ainda é muito novo."

A família

Já em conferência de imprensa o selecionador nacional admitiu que houve excesso de confiança na fase de grupos e insiste nas finais: "Estou muito feliz por mim, pelos portugueses, pela minha família, pelos meus filhos... É sempre um momento de felicidade, depois de um jogo muito duro, com equipas muito fortes, com muito equilíbrio. Foi preciso cabeça fria, muito suor, muita concentração, e Portugal conseguiu isso tudo. Merecemos ser felizes perante uma equipa muito forte. Acredito muito nesta equipa, que provou mais uma vez que vai dar tudo em todos os jogos. Tivemos muita paixão, muita concentração e muita confiança. A confiança estava exagerada. Quando isso acontece, vira a cabeça dos jogadores. Falámos sobre isso, os jogadores compreenderam e hoje foram fantásticos".