Euro 2016

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Humilhação e embaraço: palavras de ordem na imprensa britânica

Os jornais ingleses não deixam passar em branco a derrota diante a Islândia e não poupam as críticas à participação da equipa no Euro 2016

Expresso

Lars Baron

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Exceção feita ao Mundial de 1966, foram poucas as vezes em que a seleção inglesa de futebol conseguiu atingir as fases mais avançadas de Campeonatos do Mundo e da Europa. Mesm o assim, nunca se pensou que a equipa pudesse ser eliminada tão precocemente neste Euro 2016 e logo diante uma Islândia inexperiente, até pelo facto de ser estreante absoluto em fases finais.

Menos de uma semana depois do Brexit político, os ingleses acordaram tristes por um nova exlusão europeia, e os media locais não pouparam nos adjetivos nas críticas feitas à prestação no derrota perante os islandeses (2-1)

“A maior humilhação de todos os tempos”, é assim que o “The Telegraph” classifica a eliminação da equipa treinada por Roy Hodgson. “As equipas inglesas do passado têm encontrado muitas formas de arruinar um torneio de verão ao longo dos anos”. diz o jornal, que acrescenta que apesar da “reputação de insucesso”, a seleção “nunca tinha sido eliminada num torneio internacional por um país com menos população do que Coventry.”

Também o “The Guardian” usa o termo "humilhante" para se referir à saída da Inglaterra do Euro francês, sem esquecer de mencionar o nome do próprio selecionador: “ Hodgson teve uma forma desesperada e vergonhosa para terminar os seus quatro anos como técnico”. “O reinado de Hodgson será definido por um resultado comparável à derrota frente aos Estados Unidos no Mundial de 1950”, acrescenta.

Depois de uma qualificação brilhante (sem derrotas), a má prestação do treinador nesta fase finak merece destaque em todos os jornais.

O “The Times” fala de “uma saída em desgraça” na derrota mais humilhante em “144 anos de história”.

O “Metro” reforça a demissão de Roy perante “a derrota mais embaraçosa e humilhante frente aos peixinhos”.

E o “The Sun” não deixa escapar a “saída em vergonha” do treinador após uma “falha patética”.

O humor não escapou à imprensa britânica e “Brrrrexit Hodgson” foi o trocadilho usado pelo “The Mirror” na capa do jornal, antes de referir as "três certezas da vida: morte, impostos e medíocres exibições da Inglaterra em grandes torneios”.

Já o jornal "Star" escolhe o título “Cod help us” para capa de jornal (outro trocadilho, onde God [Deus] foi substituído por Cod [bacalhau]. O tabloide concluiu que “nem um único jogador teve um desempenho digno da camisola . Foi constrangedor e repugnante para o país ver uma coleção de homens altamente remunerados, adorados e idolatrados em todo o mundo, ter uma demonstração colectiva tão inapta”.

É certo que os ingleses nunca se vão esquecer desta que foi uma das maiores derrotas da equipa num campeonato internacional.