Euro 2016

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O saneamento do futebol

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O futebol inglês tem uma aversão tremenda à evolução e a teoria não é de agora: já tem anos e é perfeitamente explanada no livro “Soccernomics” (vale a pena ler, por isso e por muito mais). Um dos autores, Simon Kuper, colunista do “Financial Times”, explicava-me isso mesmo durante este Euro [entrevista AQUI], notando que a distância para a Europa continental (e as ideias futebolísticas que aí se foram desenvolvendo) e a sobranceria pouco fundamentada de quem acha ter inventado o futebol foram prejudicando cada vez mais o país.

Mesmo depois de terem começado a desistir do tradicional ‘kick and rush’, base do futebol britânico por décadas (ainda assim com algumas tentativas de desalinhamento, como do mítico Brian Clough: “Se deus quisesse que jogássemos futebol no ar então teria posto relva nas nuvens”), os ingleses nunca souberam pensar no jogo e nas suas variantes, ficando praticamente parados no tempo naquilo que mais importa: a formação. “O futebol jovem em Inglaterra é muito estúpido: são bolas longas para o miúdo mais alto ganhar de cabeça na frente e logo se vê. Por isso é claro que os jogadores talentosos não se podiam dar bem com esse tipo de jogo, mas as coisas já começam a mudar”, explicou Kuper.

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  • Simon Kuper: "A história do futebol português nos últimos 20 anos é fenomenal"

    O colunista do Financial Times, um dos melhores deste planeta a escrever sobre futebol, esteve à conversa com o Expresso num café em Marais, Paris, perto de sua casa. E falou do racismo na França, do Brexit em Inglaterra, das contradições holandesas, e das teorias da conspiração portuguesas. É uma conversa longa que vale a pena ler.