Euro 2016

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Como é a contagem decrescente das finais? “De formigueiro na barriga”, conta Petit

A poucas horas do Portugal-País de Gales, Petit conta como vivem os jogadores a contagem decrescente de umas meias-finais. O treinador do Tondela, titular incontornável da era Scolari, lembra que há muita ansiedade e insónias na véspera para alguns. Ele sempre dormiu bem

Isabel Paulo

Bryn Lennon

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Como se vivem as últimas horas de contagem decrescente antes de uma meia-final?
É um dia de muita ansiedade, a contar as horas para que o jogo chegue rapidamente. Sentia um grande formigueiro na barriga. Quando somos estreantes, o nervoso normalmente ainda é maior, o que é um sinal estamos vivos, comprometidos com a equipa, com a responsabilidade do jogo.

O que pensava nesses horas?
Que podia ficar na história do país, marcar o futebol de uma geração, na felicidade que podíamos dar aos portugueses. No Euro 2004, foi uma loucura para nós, pena que tivesse sido até ao fim.

No dia das meias-finais, que bisou no Mundial 2006 contra a França, lembra-se do que fazia?
O normal, falávamos uns com os outos, ligava à família e tentava concentrar-me no que tínhamos feito nos trienos.

Com que antecedência Scolari anunciava os convocados para o jogo e quem ia ser titular?
Dependia. Às vezes de véspera, outras no próprio dia, e os titulares na palestar antes de saírmos do hotel, que era para já irmos mais concentrados. Há jogadores que se sabem que vão jogar de véspera já não dormem bem, outros ficam mais sossegados.

Como era no seu caso?
Dormia igual. Nunca foi dado a insónias. Os mais velhos também dão conselhos aos mais novos, quando se percebe que estão demasiado inquietos.

Portugal é favorito frente ao País de Gales?
Nestas fases não há favoritos. Os jogos são finais. O facto de sermos mais experientes e eles estreantes pode ajudar a pesar a nosso favor, mas tudo dependerá como começar a partida. Basta um golo cedo para um lado ou outro, para se desmontar toda a estratégia. Mas acredito que vamos ter uma noite perfeita, mesmo com um adversário muito motivado.

Cristiano Ronaldo e Bale podem fazer a diferença de um lado e outro?
Do que vi das duas equipas, a força maior está no coletivo. Claro que jogadores com o valor deles, pode num canto, numa bola parada, num lapso do adversário mudar o resultado da partida. Espero que a acontecer, seja o Ronaldo a fazer a diferença.

E a estrelinha da sorte...
A estrelinha faz parte do jogo, que só acontece quando há muito trabalho e empenho de todos.Sente-se muito união na nossa seleção e Fernando Santos sabe o que está a fazer, mesmo que critiquem que a equipa não joga bem. O importante é que sabe passar os objetivos, senão já estavam de férias.

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