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Portugal contrariou tendência de queda nas meias-finais

A seleção portuguesa de futebol qualificou-se hoje pela segunda vez, na sétima presença em meias-finais, para a final de uma grande competição, repetindo o que só havia conseguido em solo luso, no Europeu de 2004.

MIGUEL A. LOPES

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Doze anos depois do triunfo por 2-1 sobre a Holanda, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, Portugal superou em Lyon o País de Gales (2-0), ultrapassando a primeira meia-final fora de Portugal, depois de cinco 'falhanços'.

A formação das 'quinas' tinha caído em duas meias-finais de Mundiais (1966 e 2006) e três de Europeus (1984, 2000 e 2012), frente a potências como a Inglaterra (1966), a França (1984, 2000 e 2006) e a Espanha (2012).

Desta vez, Portugal era favorito, como nunca antes tinha sido numa meia-final, e não desperdiçou a ocasiões, ganhando aos estreantes galeses com tentos de Cristiano Ronaldo, aos 50 minutos, e Nani, aos 53.

A outra meia-final vitoriosa havia ocorrido a 30 de junho, com o então 'miúdo' Cristiano Ronaldo, de cabeça, aos 26 minutos, e Maniche, com um 'golão' de pé direito, aos 58, a selarem o triunfo sobre a Holanda (2-1), que reduziu aos 63, num tento na própria baliza de Jorge Andrade.

De resto, Portugal só havia acumulado frustrações, começando logo na estreia em fases finais: em 1966, ficou na memória a imagem de Eusébio a sair do relvado em lágrimas, depois do desaire com os 'magriços' face à Inglaterra (1-2).

Bobby Charlton, aos 30 e 80 minutos, apontou os dois tentos dos anfitriões, que conquistariam em casa o seu único título internacional, enquanto o 'Pantera Negra' marcou o insuficiente tento luso, aos 82, de penálti.

Dezoito anos depois, na estreia em Europeus, a seleção lusa voltou a chegar às meias-finais, para encontrar uma vez mais a seleção da casa e perder por 3-2, em Marselha, num embate decidido na parte final do prolongamento.

Os gauleses marcaram primeiro, por Domergue (25 minutos), mas um 'bis' de Jordão (74 e 98), servido por Chalana, virou o jogo, já no tempo extra, mas, quando a final parecia tão perto, Domergue 'bisou' (115) e Platini (119) sentenciou.

Portugal voltou à antecâmara da final em 2000 e para novo encontro com os gauleses. Em Bruxelas, Nuno Gomes adiantou o 'onze' de Humberto Coelho, mas Henry empatou e, em mais um prolongamento, decidiu Zidane, aos 117 minutos, de penálti.

Depois da meia-final vitoriosa de 2004, a formação das 'quinas' enfrentou uma terceira vez a França, no Mundial de 2016, e não houve duas, sem três. Decidiu novo penálti de Zidane, bem mais madrugador, aos 33 minutos.

Na anterior edição do Europeu, Portugal esteve, pela sexta vez, a um jogo da final, mas voltou a cair, desta vez na 'lotaria' das grandes penalidades (2-4, após 120 minutos sem golos), perante a Espanha, que viria a revalidar o título.

Lusa