Euro 2016

Perfil

Bruno de Carvalho: “Que o Renato faça um hat trick na final”

Bruno de Carvalho não foge à polémica sobre a idade de Renato. Fala no desestabilizador Rui Gomes da Silva e lembra o peso que o Sporting tem tido no sucesso das seleções nacionais

Expresso

José Carlos Carvalho

Partilhar

Em entrevista à TSF, Bruno de Carvalho, o presidente do Sporting Clube de Portugal, falou sobre feito histórico da seleção portuguesa, da formação leonina e de Renato Sanches.

Esperança e confiança

“Agora pode parecer estranho dizer isto, mas é verdade que desde o início que tinha uma esperança muito grande e uma convicção muito forte de que chegaríamos a Paris. Os primeiros resultados não foram como estávamos à espera, mas quem vive o futebol por dentro sabe como isto é. Só uma equipa com grande capacidade de sofrimento, personalidade e talento é que conseguia ir passando por tantas adversidades, demonstra caráter, vontade e personalidade.”

Ronaldo e a formação

“Como português estou superfeliz por todos os elementos da seleção. Ainda ontem depois do jogo dei os parabéns a todo o staff e dirigentes. Nestes momentos de felicidade não olhamos para isso, olhamos para o todo. Agora é claro que nos enche de orgulho ver o Cristiano Ronaldo igualar Platini na lista de melhores marcadores dos europeus, e tenho a confiança que passará para a frente na final. No Europeu sub21 a equipa que disputou a final tinha 8 jogadores formado no Sporting e esta seleção que chegou à final do Europeu de França tem mais 10, ou seja, em um ano temos 18 jogadores formados no clube que ajudam as seleções principais a atingirem os resultados conhecidos”.

Renato Sanches e a idade

“Tenho gostado das exibições de todos e já disse que o Renato fez um fabuloso golo. É um elemento que traz uma dinâmica muito interessante no meio campo. Renato, neste momento, é um jogador da seleção, que eu acarinho, absolutamente igual aos outros. Se for preciso que faça um hat-trick na final. Eu fico extremamente feliz contente e satisfeito. É uma perfeita loucura, para não dizer estupidez, toda esta conversa que está a haver do Renato, de mim, das idades e dos princípios racistas ou não racistas. Ao contrário do que alguns dirigentes disseram a época passada, como Rui Gomes da Silva, que disse publicamente que faria tudo para desestabilizar o Sporting, a minha grande desestabilização foi em seis dérbis ganhar cinco. Estou extremamente calmo, porque continuo a dizer que, na defesa do jogador Renato, ter-se-iam resolvidos todos os problemas se o clube antigo, uma vez que já foi vendido ao Bayern de Munique, tivesse apresentado documentos. Não o quis. Se fosse um atleta do meu clube teria acabado com toda esta conversa logo desde o início.”