Euro 2016

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A primeira para Portugal ou a terceira para França?

A anfitriã do Euro 2016, que venceu as duas finais que já disputou, pode igualar hoje os três títulos das recordistas Alemanha e Espanha, enquanto Portugal, derrotado no único jogo decisivo em que participou, tenta tornar-se o 10º campeão europeu de futebol.

Lusa

© Rafael Marchante / Reuters

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Vencedora em 1984, numa prova também disputa em solo gaulês, e em 2000, na Holanda e Bélgica, a formação tricolor está um jogo de igualar os três cetros da Mannschaft (1972, 1980 e 1996) e da La Roja (1964, 2008 e 2012).

Para conseguir, e manter-se como a única seleção 100 por cento vitoriosa em finais entre as que disputaram pelo menos duas, a França precisa de bater Portugal, a única formação que perdeu uma final em casa, em 2004, frente à Grécia.

Um golo de Angelos Charisteas, aos 57 minutos, foi suficiente para acabar com o sonho da formação das quinas, que agora, 12 anos volvidos, conseguiu em solo gaulês o primeiro passaporte para uma final em reduto alheio.

Pela frente, terá uma França que, em 1984, somou em casa o seu primeiro título, ao bater a Espanha por 2-0, com tentos de Michel Platini, o seu nono na prova, de livre direto, aos 57 minutos, e Bruno Bellone, aos 90.

Em 2000, e depois de como em 1984 ter batido Portugal nas meias-finais (2-1, depois de 3-2, sempre após prolongamento), a França, então campeã mundial em título, teve a final perdida, mas acabou por vencer com um golo de ouro.

© Ian Hodgson / Reuters

Na "banheira de Roterdão", Marco Delvecchio, com um golo aos 55 minutos, colocou a Itália em vantagem, que Alessandro Del Piero podia ter ampliado, mas, aos 90+3, Sylvain Wiltord forçou o tempo extra, no qual decidiu David Trezeguet, aos 103.

A França manteve, assim, o pleno de triunfos em finais, que mais três seleções ostentam, mas só com um encontro disputado, contando-se entre elas a Grécia, depois de chegar ao Europeu de 2004 sem qualquer triunfo em fases finais.

Por seu lado, a Holanda venceu a final de 1988, em Munique, ao bater a União Soviética por 2-0, com tentos dos avançados Ruud Gullit e Marco Van Basten, e a Dinamarca a de 1992, em Gotemburgo, ao superar a Alemanha por 2-0, com golos dos médios John Jensen e Kim Vilfort.

Apesar do desaire de 1984, com a França, a Espanha apresenta um balanço muito positivo em finais, pois venceu as restantes três: 2-1 à União Soviética em casa, em 1964, 1-0 à Alemanha, em 2008, e 4-0 à Itália, em 2012.

Por seu lado, os germânicos somam três triunfos (3-0 à União Soviética, em 1972, com um bis de Gerd Müller, 2-1 à Bélgica, em 1980, com um bis de Horst Hrubesch, e 2-1 à República Checa, com novo bis, de Oliver Bierhoff, incluindo um golo de ouro, aos 95 minutos) e três desaires.

Os checos perderam esse embate com os alemães, mas, em 1976, a então Checoslováquia havia batido a então RFA por 5-3, nas grandes penalidades, depois de um empate a dois golos. Brilhou Antonin Panenka, com o seu penálti à Panenka.

A União Soviética perdeu três finais, depois de ter conquistado a primeira, por 2-1, face à Jugoslávia, num embate decidido aos 113 minutos por Viktor Ponedelnik, e a Itália soma duas derrotas, mas igualmente após um triunfo, em 1968, em casa, perante a Jugoslávia, e apenas num segundo jogo (2-0).

Além de Portugal, a Jugoslávia (1960 e 1968) e a Bélgica (1980) são as únicas seleções que chegaram à final e não somam qualquer título, sendo que a formação das quinas tem agora a oportunidade de mudar o seu destino.