Euro 2016

Perfil

Aveiro festeja a vitória e espera a seleção em outubro

A Ria de Aveiro encheu-se hoje de festa com a vitória de Portugal sobre a França, no Campeonato da Europa de Futebol, com foguetes multicolores a espelharem-se no canal central.

© Reuters Staff / Reuters

Partilhar

A multidão, que se aglomerava na Praça do Rossio e no Forum, confluiu para as Pontes, local de todas as comemorações na cidade.

Foi uma vitória com um "gosto especial", como especial vai ser o gosto de receber em Aveiro a seleção, no primeiro jogo oficial após o Europeu.

Isso mesmo disse Ribau Esteves, o presidente da Câmara, que na praça Euro do Rossio seguiu o jogo a olhar para o ecrã gigante, como tantos outros.

"É um gosto especial recebê-los no nosso estádio, no primeiro jogo oficial da seleção, que será contra Andorra a 07 de outubro, depois de uma prestação destas no Europeu", disse o autarca à agência Lusa.

Foram muitos os que afluíram cedo ao Rossio e foram passando as horas entre o porco no espeto, a sandes de leitão, o espumante da Bairrada e muita cerveja, na bancada - os primeiros que arranjaram lugar - e nas cadeiras das esplanadas das tasquinhas, disputando o muro do canal central ou o chão para estarem sentados à frente.

O Rossio, zona turística por excelência da cidade, foi uma Praça Euro cosmopolita, com gente de várias nacionalidades, "despejada" dos passeios de barco moliceiro, porque o dia estava ganho e era hora de tentar ganhar a final.

A massa humana concentrada no Rossio era dominada, mesmo assim, pelos portugueses. Diziam-no bandeiras, cachecóis, bonés, pinturas faciais e toda a sorte de adereços verdes e vermelhos, mas também o coro de vozes no hino nacional.

No entanto, também se ouviu a seguir cantar "marchon, marchon" aos poucos franceses na praça, que quase gritavam para se fazer ouvir e tiveram direito a uma salva de palmas concedida pelos portugueses que estavam ali mais próximos.

Sobre o domínio das cores verde e vermelha, bastava olhar para a estátua do navegador João Afonso de Aveiro, hoje com o bronze colorido pelas vestes da criançada que se empoleirou no seu pedestal, para melhor ver o ecrã gigante e gritar por outro timoneiro, também de apelido Aveiro: Cristiano Ronaldo. Com ele choraram lágrimas quando se lesionou e teve de passar a braçadeira de capitão, mas depressa voltaram a gritar por Portugal.

Lusa

Partilhar