Euro 2016

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Ao mister ninguém dá música. “Não vou em cantigas do bandido”

Ninguém engana Fernando Santos e o selecionador também não quer enganar ninguém, por isso esclarece já: “A Polónia é perigosíssima”

FRANCISCO LEONG

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Se há adeptos que pensam que a Polónia é mais fraca do que a Croácia, podem arrumar a viola no saco, diz Fernando Santos, porque ao 'mister' ninguém dá música. "Isso é a cantiga do bandido, mas eu não vou em canções nem em cantilenas. A Polónia é um adversário perigosíssimo e os nossos jogadores sabem bem isso. Se alguém acha que não é, então é porque não vê os jogos", disse o selecionador português, esta tarde, na conferência de imprensa de antevisão dos quartos de final do Euro-2016, em Marselha.

"Não há nenhum favorito para este jogo, mas acredito que a minha equipa vai ganhar", continuou, recordando que a Polónia empatou com a Alemanha na fase de grupos (e venceu-a no apuramento para o Europeu). "É uma equipa que vai dividir o jogo, como a Croácia, não é uma equipa semalhante às da fase de grupos. É uma equipa bem organizada em todas as fases do jogo, muito rápida nas transições, especialmente nas transições ataque-defesa. Só é possível estarem neste momento em prova as equipas que têm um coletivo muito forte".

Questionado pelos jornalistas sobre a estratégia a adotar para a partida, Fernando Santos disse que não ia estar a dar "trunfos" aos polacos e rejeitou a ideia de cautela excessiva perante a Croácia. "Se estivéssemos a ver jogar nos primeiros minutos, tínhamos perdido. Então na bola de saída da Polónia nem pensar nisso, o melhor é estarmos logo acordadinhos. Cada equipa tem a sua estratégia e muitas vezes não consegues desatar o nó".

O selecionador disse também que ainda não sabe se vai poder contar com Raphaël Guerreiro e André Gomes - "amanhã tomaremos a decisão" - e não quis falar em pormenor sobre a evolução de Renato Sanches. "Temos cinco jogadores que estiveram no Europeu de sub-21 e um no Europeu sub-19, que foi o Renato, e há sempre um processo crescente de responsabilidade mas a cada jogo que passa as coisas vão entrando no seu ritmo normal".

Fernando Santos também não quis alongar-se - mais uma vez - sobre a importância de Ronaldo na seleção. "Por algum motivo é o jogador de quem todos falam, se não não falaríamos dele. Há aqui centenas de jogadores de quem não se fala, mas é natural falar da qualidade de Ronaldo, como se fala da qualidade de Lewandowski".

Ao lado do selecionador, Adrien Silva disse mais ou menos o mesmo. "Toda a gente sabe da importância de Ronaldo na seleção, não vale a pena omitir isso. Ele tem estado connosco enquanto jogador e capitão", explicou o médio do Sporting, que chutou para canto uma pergunta sobre o funcionamento do meio-campo com William e João Mário. "Não ficaria surpreendido se não jogassem, o selecionador tenta tomar as melhores decisões em prol da equipa e dos objetivos de cada jogo", explicou.

Elogiado no jogo contra a Croácia pela forma como controlou Modric, Adrien teve uma postura modesta. "Não há nenhum jogador que consiga resolver o que quer que seja sozinho, nem há marcações individuais, foi um trabalho de equipa e o resultado foi produtivo", respondeu. "A Polónia teve números muito bons no apuramento e na fase de grupos e isso mostra a qualidade que tem. Vai ser um jogo de dificuldade máxima e todos os pormenores vão ser importantes.

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