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Didier Deschamps

Velho conhecido de Portugal

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Foto FRANCK FIFE

É um dos históricos do futebol francês. Como jogador, com 103 presenças, é dos mais internacionais de sempre, pertencendo a uma das gerações de ouro, responsável pela conquista do Campeonato do Mundo de 1998, no Brasil, e da Europa, dois anos depois, na Bélgica e Holanda. Nesse ano, aliás, obteve uma das poucas vitórias da carreira frente em jogos oficiais contra equipas portuguesas, eliminando a seleção nacional, na célebre meia-final de Bruxelas decidida através de golo de ouro. Mais recentemente, já como selecionador, num particular, voltou a vencer Portugal.

Enquanto jogador e treinador, quando enfrentou equipas portuguesas não foi tão feliz. Em 1990, representava o Olympique de Marselha que foi afastado da final da Taça dos Campeões Europeus pelo Benfica, com o famoso golo de Vata. Em 2004, já como treinador, foi testemunha privilegiada da primeira Liga dos Campeões conquistada por José Mourinho, ao serviço do FC Porto. Era ele que se sentava no banco da equipa do Mónaco que foi batida pelo FC Porto por três golos sem resposta.

Enquanto jogador, Deschamps começou no Nantes, mas foi ao serviço do Olympique de Marselha que mais brilhou em França, se bem que a sua passagem (durante a qual foi campeão francês e campeão europeu) tenha ficado ensombrada pelos casos de corrupção que envolveram a equipa e o seu presidente, Bernard Tapie. A partir de 1999 representou a Juventus, ao serviço de quem viveu as melhores épocas da carreira, sagrando-se tricampeão de Itália, Campeão Europeu e Intercontinental. Os últimos anos de carreira foram passados ao no Chelsea (ao serviço de quem conquistou uma Taça de Inglaterra) e no Valência, onde viria a arrumar as chuteiras.

Segue-se uma carreira de treinador que o levou a passar pelo Mónaco, a Juventus (foi campeão da série B, após o escândalo de corrupção que levou a Vecchia Signora ao segundo escalão) e a regressar ao Olympique de Marselha, em 2009. Com uma equipa de luxo, em 2010, levou os marselheses à conquista do título de campeão que lhes escapava há 18 anos, mas, dois anos depois, foi despedido. Foi nessa altura chamado a substituir Laurent Blanc no comando da seleção gaulesa. Desde essa altura, conseguiu apurar a equipa para o Mundial de 2014, no Brasil, tombando nos quartos-de-final, diante da Alemanha, que viria a conquistar o título. Este ano, tenta levar a França a repetir o feito de 1984, quando se sagrou campeã europeia em casa, numa competição em que também afastara Portugal nas meias-finais.