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Marc Wilmots

Homem com três carreiras, mas sem jeito para a política

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Foto Francois Lenoir / Reuters

Como jogador e treinador de futebol, Wilmots é um "Javali Lutador". Como Senador, foi-se abaixo com facilidade.

Com apenas 47 anos, Marc Wilmots é tudo menos um homem que passa despercebido. Pelo contrário, faz furor em tudo o que se empenha.

Como jogador, o seu estilo trabalhador e a aparência rechonchuda valeram a alcunha do Javali Lutador, mas a verdade é que logrou alcançar uma carreira satisfatoriamente recheada de títulos e momentos emocionantes. Tendo começado no Sint-Truiden, em 1985, e transferiu-se para o Mechelen em 1988. Se na Supertaça Europeia, na qual a equipa belga derrotou o PSV Eindhoven, Wilmots não saiu do banco de suplentes, já no resto da sua passagem pelo clube teve participação ativa nas conquistas do campeonato belga em 1988/89.

Seguiram-se cinco temporadas com a camisola do Standard de Liège, onde ergueu, apenas, uma Taça da Bélgica, em 1993. Ao serviço dos alemães do Schalke, avançado belga foi determinante na conquista da Taça UEFA de 1997, frente ao Inter de Milão, fazendo o golo da vitória na primeira mão e apontando o pontapé vitorioso na decisão por grandes penalidades, na segunda. Seria no clube alemão que Wilmots viria a terminar a carreira e a conquistar uma Taça da Alemanha, em 2002, depois de uma curta passagem pelo Bordéus.

A sua carreira na seleção belga foi, como jogador, um sucesso, tendo apontado 28 golos em 70 partidas. Destaque para os dois que marcou no Campeonato do Mundo de 1998 e os três no Mundial da Coreia/Japão, em 2002.

A carreira de treinador começou em 2003, no mesmo clube onde terminou a de jogador, o Schalke. Mas foi curta, a experiência, pois Marc Wikmots, homem de convicções e muito popular no seu país, não resistiu ao apelo da política. No mesmo ano foi eleito senador pelo Movimento Reformador. A experiência, porém, não terá sido do seu inteiro agrado, levando-o a assumir a posição pouco convencional de pedir o seu próprio afastamento do Senado belga. Digamos que, ao contrário do que habituou os seus compatriotas a fazer em campo, esta não foi uma grande jogada.

O regresso ao banco deu-se em 2009, como adjunto de Dick Advocaat na seleção da Bélgica. Assume, depois, o mesmo cargo com Georges Leekens e acaba por assumir o comando técnico dos Red Devils, em Maio de 2012. Na sua primeira campanha de qualificação, conduziu a seleção ao Mundial de 2014, onde viria a atingir os quartos-de-final na prova realizada no Brasil. Mais recentemente, garantiu também a presença na fase final do Euro 2016 e a proeza de ser, durante o ano passado, líder do Ranking Mundial da FIFA. Atualmente ocupa o segundo lugar, atrás da Argentina, mas é a melhor equipa da Europa.