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Roy Hodgson

Globetrotter que tenta ser o novo Alf Ramsey

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Foto David Rogers

Atualmente com 68 anos, são os 45 enquanto treinador que garantem a Roy Hodgson um lugar no futebol internacional, numa carreira que passou, além de Inglaterra, pela Suíça, Suécia, Itália, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Noruega e Finlândia.

Foi na Suécia que iniciou a sua carreira de treinador principal, em 1976, conseguindo logo nas quatro primeiras épocas, ao serviço do Halmstads, a conquista de dois títulos de campeão nacional. Depois de uma efémera passagem pelo Bristol, regressa à Suécia, para um ano sem história ao serviço do Örebro. Histórico foi o veio a seguir, ao serviço do Malmö: Em quatro temporadas levou a equipa à conquista de quatro campeonatos e duas taças da Suécia.

Depois deste período de glória, Hodgson aceita o desafio de rumar à Suíça, para orientar o Neuchâtel Xamax. Não ganhou nada, mas o seu trabalho fez com que fosse convidado para assumir o comando da seleção suíça, ao serviço da qual viria a conseguir uma presença e honrosa participação no Mundial de 1994 e a qualificação para o Europeu de 1996, feitos históricos para um país que não marcava presença numa fase final desde 66.

Apesar de qualificar os helvéticos, Hogdson decide abandonar a seleção ainda antes do início da competição, para orientar o Inter de Milão. Quase conseguiu vencer uma Taça UEFA, mas perdeu nos penaltis com o Schalke 04, após o que regressou a Inglaterra para uma época frustrante ao serviço do Blackburn Rovers. O ano seguinte, ao serviço do Grasshopers não correu melhor, pelo que rumou em 2000 para a Dinamarca, onde viria a reencontrar-se com os títulos: campeonato e taça ao serviço do FC Copenhaga.

Dessa altura, até 2007, passou pela Udinese, de Itália, pela seleção dos Emirados e pelo futebol finlandês (Viking e seleção), mas nada parecia correr-lhe bem. E foi no regresso a Inglaterra, para aquele seria apenas o seu terceiro clube no seu país, o Fulham, que voltou a brilhar. Começou por evitar a despromoção. No ano seguinte, classificou a equipa para a Liga Europa. N terceira temporada, chegou à final desta competição, perdendo com o Atlético de Madrid. Segue-se a ida para o Liverpool, mas os resultados voltam a ser dececionantes, levando ao seu despedimento ao fim de seis meses. Surgiu, então, o West Bromwish Albion, ao serviço do qual termina a época de 2012 com bons resultados. Pelo menos os suficientes para levar a federação inglesa a confiar-lhe os destinos da seleção. Depois de no Mundial de 2014, a coisa não ter corrido bem, com a seleção a ficar-se pela primeira fase, Hogdson terá agora a sua última oportunidade de repetir aquilo que só o mítico Sir Alf Ramsey logrou, no longínquo ano de 1966: levar a “pátria do futebol” a uma conquista internacional. Para já, conseguiu chegar a França com um impressionante score de 10 vitórias nos dez jogos de qualificação, marcando 31 golos contra apenas 3 sofridos...