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Coentrão e Pepe ocultaram mais de sete milhões do fisco

Estado português recebeu um inesperado presente de Natal há um ano: o futebolista Fábio Coentrão declarou um acordo de direitos de imagem de 3,5 milhões de euros que tinha sido feito em 2011. Pepe também recorreu a uma offshore para receber receitas publicitárias. Os dois foram alvo de inspeções fiscais em Espanha. Mas Coentrão decidiu regularizar a sua situação... em Portugal

Pedro Candeias e Miguel Prado

COENTRÃO. Defesa do Real usou a offshore Rodinn, no Panamá, para receber direitos de imagem

foto reuters

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Próxima paragem: Panamá. Temos de recuar a Julho de 2011, quando o Benfica faz um dos seus maiores negócios de sempre, transferindo o defesa Fábio Coentrão para o Real Madrid, por 30 milhões de euros. O agente Jorge Mendes fez a ponte. Mas não só intermediou a transferência de Coentrão de Lisboa para Madrid como também providenciou, através da sua rede de contactos e assessores, a estrutura necessária para garantir ao jogador que ele poderia receber os futuros direitos de imagem num segredo (quase) total.

A 1 de julho de 2011, Coentrão assina o contrato pelo qual cedeu os seus direitos de imagem à Rodinn, mostram os documentos a que o Expresso teve acesso, em colaboração com a rede de investigação jornalística EIC – European Investigative Collaborations, a partir de dados obtidos e disponibilizados pela revista alemã “Der Spiegel”. A Rodinn era uma empresa nova, que havia sido criada no Panamá apenas cinco meses antes.

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