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Cristiano Ronaldo arrisca pena de seis anos de prisão, dizem fiscalistas espanhóis

Em declarações à RAC 1 e Cadena Ser, responsáveis do sindicato dos técnicos do fisco espanhol defendem que o caso deve seguir para as mãos do Ministério Público. Caso se confirmem as suspeitas, o jogador português incorre em seis anos de prisão por delito fiscal agravado

Lídia Paralta Gomes

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PIERRE-PHILIPPE MARCOU/Getty

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Investigado pelo fisco espanhol por alegadamente não ter declarado mais de 60 milhões de euros de rendimentos de direitos de imagem, Cristiano Ronaldo incorre numa pena de prisão de seis anos de prisão, caso se confirmem as suspeitas de delito fiscal.

A garantia foi dada por José María Mollinedo, secretário geral da Gestha (sindicato dos técnicos do fisco espanhol), à rádio catalã RAC 1. “Estaríamos perante um delito fiscal agravado, o que supõe uma pena de prisão mínima de dois anos por cada ano de incumprimento. Se a investigação abrange três anos, o mínimo são seis anos de prisão”, sublinhou.

Ouvido no programa “El món de RAC 1”, Mollinedo lembrou que a pena pode ser reduzida caso os investigados “reconheçam judicialmente os acontecimentos e paguem o valor da fraude” nos dois meses seguintes ao início do processo.

O responsável da Gestha diz ainda que o Congresso espanhol “terá de decidir se a Agência Tributária atuou corretamente”, nomeadamente nos casos em que se chegou a acordo com o fisco para fechar a investigação: “Parece-nos grave que não se considere existir um elemento de delito. Que não se considere que existe a vontade de enganar”.

Já o presidente da Gestha, Carlos Cruzado, disse à rádio Cadena Ser que espera ver Cristiano Ronaldo perante um juiz: “A Autoridade Tributária deve entregar o caso ao Ministério Público”.