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Jornal alemão diz que Ronaldo pagou 258 mil euros para abafar acusação de violação. Ele diz que é “ficção jornalística”

Artigo foi publicado esta sexta-feira no Der Spiegel. Jogador fez um comunicado a desmentir tudo e diz que vai agir “contra o esse órgão de comunicação social por todos os meios ao seu alcance”

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Juan Manuel Serrano Arce

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A revista do jornal alemão Der Spiegel avança esta sexta-feira que Cristiano Ronaldo terá pago um total de 375 mil dólares (cerca de 258 mil euros) a uma mulher para que ela desistisse de uma acusação de violação contra o jogador.

Segundo o artigo, que cita documentos do Football Leaks, este terá sido o valor do acordo extrajudicial que foi feito em 2010 entre Ronaldo e essa mulher que se estaria a preparar para apresentar queixa por uma violação que alegadamente teria acontecido em junho de 2009 num hotel em Las Vegas, nos EUA.

O artigo está já a ser citado em vários títulos da imprensa internacional e Ronaldo e o o seu agente já negaram tudo. Num comunicado divulgado esta tarde no site da Gestifute, o jogador do Real Madrid desmente tudo e chama o artigo do Der Spiegel de "ficção jornalística".

"O Jornal alemão Der Spiegel publica hoje uma extensa notícia sobre uma alegada acusação de violação que, segundo se refere, teria sido feita a Cristiano Ronaldo em 2009, ou seja, há cerca de 8 anos. Trata-se de uma peça de ficção jornalística", pode ler-se no comunicado.

Que acrescenta ainda: "A suposta vítima recusa ser identificada e corroborar a estória. E todo o enredo se baseia em documentos não assinados e em que as partes são identificadas por códigos, em emails entre advogados que não dizem respeito a Cristiano Ronaldo e cuja autenticidade ele desconhece, e numa suposta carta que teria sido enviada pela putativa vítima, mas que ele nunca recebeu".

Nesse sentido, conclui ainda a mesma nota, "a reportagem do Der Spiegel é falsa e Cristiano Ronaldo agirá contra esse órgão de comunicação social por todos os meios ao seu alcance. A imputação de uma violação é uma acusação nojenta e ultrajante que não pode ficar em claro".