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O regresso de quem nunca tinha partido: Messi de volta à seleção

Lionel Messi reconsiderou a sua posição e decidiu deixar de lado as finais perdidas. Muitas coisas lhe passaram pela cabeça desde o dia em que disse que a seleção não era para ele

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ALFREDO ESTRELLA

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Messi decidiu que não voltava a jogar pela seleção argentina há pouco mais de um mês depois de perder a final da Copa América Centenário na marcação de grandes penalidades, vendo o Chile reter o título de campeão sul-americano conquistado um ano antes - também contra a Argentina e igualmente nos penáltis.

O astro argentino estava de rastos psicologicamente e disse que tinha decidido não voltar a vestir a camisola da seleção das pampas quando estava no balneário a pensar em todas as finais perdidas...ele nunca esqueceu aquela final do mundial contra a Alemanha em 2014.

De cabeça quente, o Pulga disse aos jornalistas que não era mais para ele todo aquele sofrimento. Não dava. E desistiu.

Daí para cá muitos têm sido os pedidos a Messi que reconsidere e que ponha para trás as tristezas, porque os argentinos precisam dele. Que outro alguém poderia vestir a mítica camisola número 10 da alviceleste? Ninguém, sejamos francos.

Eduardo Bauza foi contratado para o comando técnico da seleção argentina e a sua primeira missão era...convencer Messi a voltar. E Bauza não queria desiludir quem nele confiou.

O "Mundo Deportivo" informa que depois da conversa do novo selecionador com o (ex-)capitão tudo ficou resolvido e Messi vai mesmo voltar a jogar pela seleção e já no próximo encontro, em setembro, com o Uruguai, a contar para a qualificação do mundial na Rússia em 2018.

Em comunicado, Lionel Messi já confirmou o seu regresso e explica porque voltou atrás na sua decisão: "Passaram-me muitas coisas pela cabeça no dia da última final e pensei seriamente em abandonar, mas amo demasiado o meu país e esta camisola. Há que melhorar muitas coisas no nosso futebol, mas prefiro fazê-lo a partir de dentro e não criticá-las por fora".