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It's the tiki-taka, stupid

​Pep Guardiola, némesis de José Mourinho, estreou-se na Premier League a ganhar ao Sunderland e já deu para ver que não mudou de filosofia: o objetivo do futebol é ter a bola, hipnotizar os adversários, os espectadores e às vezes os próprios jogadores. E no fim, ganhar quase sempre

Rui Gustavo

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Pepe Guardiola estreou-se hoje oficialmente pelo Manchester City

Michael Steele/Getty

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Primeira surpresa: Joe Hart, o guarda redes da seleção inglesa que segundo um dos anúncios mais estúpidos da televisão aguenta qualquer coisa sobre os ombros menos caspa, começou no banco. Não porque ande a dar frangos a mais mas porque é fraco com os pés e no sistema de Pep Guardiola a bola tem de passar por todos os jogadores, mesmo o guarda-redes. Jogou o argentino Willy Caballero, que passou os últimos anos na sombra do até agora indiscutível Hart.

Segundo choque: Nolito, o extremo espanhol que não conseguiu a titularidade no Benfica, era um dos reforços titulares de uma das equipas mais ricas do mundo. E não, isto não quer dizer que o Benfica é melhor do que o City.

Ainda a realização inglesa mostrava as trombas enorme de Hart quando o City se adiantou com um golo de penálti, logo aos três minutos, por Aguero. Depois foi o costume nas equipas de Guardiola: bola de pé para pé, muita posse, Aguero a fazer de Messi, David Silva de Xavi, e algum sono.

Viu-se o tal célebre tiki-taka que Guardiola não inventou, mas aperfeiçoou no Barcelona e levou para a Alemanha quando foi treinar o Bayern. A Alemanha ia destroçando Portugal e os adeptos ingleses estavam com aquela cara de "ao menos estamos a ganhar", quando Jermain Defoe empatou.

O jogo a acabar e lá se foi o tiki-taka. Bola para a área, equipa a correr atrás do prejuízo, poucas oportunidades, até que o recém entrado McNair marca um golo na própria baliza e salva a estreia de Guardiola.

Não foi grande coisa, mas como Jorge Jesus já sentenciou e os ingleses já devem ter ouvido: "no princípio nenhuma equipa está au point".