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Justiça espanhola pede dois anos de prisão para Neymar

Além da pena de prisão por atos de corrupção e fraude na transferência do Santos para o Barcelona, o Ministério Público quer que o brasileiro pague uma multa de €10 milhões. Para o ex-presidente do Barça, Sandro Rosell, acusação pede cinco anos de prisão

Lusa

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ALEJANDRO ERNESTO/EFE

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O Ministério Público de Espanha pediu esta manhã dois anos de prisão para o futebolista brasileiro e cinco para o ex-presidente do FC Barcelona Sandro Rosell. por atos de corrupção e fraude na contratação do jogador, que alinhava no Santos, no Brasil.

Além da pena de prisão, o MP quer que o internacional brasileiro seja condenado ao pagamento de uma multa de 10 milhões de euros.

Apesar de ter arquivado, por falta de provas, a acusação contra o atual presidente do clube, Josep Maria Bartomeu, o Ministério Público reclama o pagamento de multas de 8,4 milhões de euros (por parte do Barça) e de sete milhões de euros (Santos).

A acusação pediu também dois anos de prisão para o pai de Neymar e um para a mãe, ambos por corrupção nos negócios do filho.

Na base da investigação está uma queixa apresentada pelo fundo de investimento DIS, que detinha 40% dos direitos de Neymar e que se considera lesado no processo de transferência do internacional brasileiro do Santos para o FC Barcelona.

O Barça, bicampeão espanhol, anunciou que a transferência do avançado brasileiro, realizada em maio de 2013, custou 57,1 milhões de euros, mas depois depois de uma investigação da justiça espanhola admitiu que a operação ascendeu, pelo menos, a 83,3 milhões de euros.