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O que já se sabe sobre a tragédia na Colômbia

Avião da companhia boliviana Lamia caiu esta madrugada com 81 pessoas a bordo, das quais sobreviveram apenas seis, uma delas acabou por morrer no hospital. Aparelho partiu-se em três ao tentar fazer uma aterragem de emergência numa zona montanhosa nos arredores de Medellin

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RAUL ARBOLEDA/GETTY

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“O sonho acabou esta madrugada”. Foi assim que o presidente da Chapecoense, Plínio David de Nes Filho, reagiu, em declarações à TV Globo, à tragédia que vitimou a maioria da delegação na Colômbia. A equipa brasileira de futebol – que ia defrontar amanhã o Atlético Nacional da Colômbia, no primeiro jogo da final da Taça Sul-Americana de futebol – mudou o plano de viagem por decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

A ideia inicial era alugar um avião que partiria de Guarulhos, em São Paulo, direto a Medellin, mas a ANAC não autorizou a aterragem do aparelho na cidade da Colômbia. Como a companhia Lamia é boliviana, o autoridade explicou que os acordos entre os serviços aéreos dos países não permitiam essa operação, explica o “Estado de S. Paulo”, que cita um comunicado da ANAC.

O clube brasileiro viu-se assim obrigado a fretar uma aeronave na Bolívia – para a equipa e jornalistas – que partiu na segunda-feira do aeroporto de Viru Viru, de Santa Cruz de la Sierra, com destino a Medellin, na Colômbia.

A bordo do avião seguiam 72 passageiros e nove elementos da tripulação. O aparelho perdeu o contacto com a torre de controlo quando estava a sobrevoar o município de La Ceja, a cerca de 30 quilómetros do destino.

De acordo com as autoridades colombianas, o comandante declarou uma situação de emergência devido a uma “avaria técnica”. O aparelho partiu-se em três ao tentar fazer uma aterragem numa zona montanhosa nos arredores de Medellin. Desconhecem-se ainda as causas do acidente, mas as autoridades não descartam também que o aparelho tenha ficado sem combustível durante o trajeto.

76 mortos e cinco sobreviventes

O balanço inicial indicava 75 mortos e seis pessoas resgatadas com vida, mas uma delas acabou por não resistir aos ferimentos.

Entre os sobreviventes encontram-se o defesa Alan Ruschel, que apresenta uma situação “estável” – segundo informou a mulher no Instagram – Jackson Follmann, guarda-redes suplente, e Helio Hermito Zampier, defesa central, que apresentam lesões no crânio e no tórax. O guarda-redes Marcos Danilo Padilha morreu já no hospital.

Os restantes sobreviventes identificados são Rafael Henzel, jornalista da Rádio Oeste Capital, Jimena Suárez, tripulante do avião, e Erwin Tumiri, técnico da aeronave.

24 corpos resgatados

Entretanto, a Unidade Nacional para a Gestão de Desastres da Colômbia anunciou que já foram resgatados 59 cadávares, assegurando que não será demorado o processo de repatriação dos corpos.

Por sua vez, o autarca de Medellin elogiou a atuação das autoridades, destacando a celeridade de todo o processo. “Graças às equipas de resgate, os sobreviventes foram transportados para os hospitais mais próximos. No meio de todo esta sombra encontrar vida é muito importante”, declarou Frederico Gutiérrez Zuluaga.

O Presidente do Brasil, Michel Temer, decretou três dias de luto nacional, garantindo que o governo usará todos os meios disponíveis para ajudar os familiares das vítimas.