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Mais substituições, zero cartões amarelos e a abolição do fora de jogo. As ideias de Van Basten para o futuro do futebol

Eis algumas das sugestões de Marco Van Basten para o futuro do futebol: em vez de três, seis trocas de futebolistas por jogo, um tipo diferente de penáltis e o definir de um número limite de faltas

Fábio Monteiro

JONATHAN NACKSTRAND / AFP / Getty Images

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Estarão as regras do futebol gravadas na pedra, tal como mandamentos divinos, ou ainda vamos a tempo de as reformular? Para Marco Van Basten, um dos melhores pontas de lança nos anos 80 e 90 e atual diretor-técnico da FIFA, há muito para fazer.

Em entrevista ao desportivo alemão “Sport Bild” esta quarta-feira, o antigo internacional e selecionador holandês deixa uma série de ideias que estão a ser estudadas pela FIFA, algumas das quais, se aplicadas, teriam sérias consequências no que é o jogo atualmente.

1. Zero cartões amarelos. Estes devem ser substituídos por penalizações temporárias, com as equipas a ficarem reduzidas a 10 jogadores ou menos durante um período de cinco a 10 minutos – uma medida semelhante à que já existe noutros desportos. Para Van Basten, esta medida "deixaria as equipas com mais receio de fazer faltas."

2. Só o capitão é que fala com o árbitro. Se durante arrufos ou discussões dentro das quatro linhas é normal ser o capitão da equipa a liderar a conversa com o árbitro da partida, com esta nova medida seria o único que poderia falar diretamente com o juiz. “Como no rugby”, explicou Van Basten.

3. Mais substituições. Em vez das três regulamentares da atualidade, seis trocas de jogadores. “Ainda há pouco tempo, o Pep Guardiola perguntava-me a razão para não se poder fazer seis alterações num só encontro”, lembra o holandês.

4. Abolição do fora de jogo. “Estou muito curioso sobre como o futebol iria funcionar sem este limite. Receio que muitas pessoas vão ser contra (...) mas o jogo seria mais atrativo, os atacantes teriam mais hipóteses de marcar. Os fãs querem ver. No hóquei, a regra do fora de jogo foi apagada e não houve problemas”.

5. Introdução do “shoot-out” em vez de penáltis. Os jogadores passariam a ter cerca de oito segundos para rematar, driblar, fintar o guarda-redes, a partir do momento em que entravam na grande área.

6. Número máximo de faltas: 5. “Tenho há algum tempo a ideia de que um defesa deve poder cometer apenas cinco faltas como no basquetebol. Depois disso, terá de deixar o campo”, advoga.

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