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Só há um treinador que ainda não perdeu na Bundesliga. Tem 29 anos

Quem é o técnico do TSG 1899 Hoffenheim cujos resultados são, até agora, impressionantes

Filipa Bulha Pereira

AFP

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Espera-se tudo menos ver um treinador na casa dos 20, sobretudo se esse treinador treinar uma equipa da primeira divisão de um dos campeonatos mais fortes da Europa.

Apresentamos-lhe Julian Nagelsmann, um ex-futebolista alemão que resolveu trocar o campo pelo banco e que lidera agora o Hoffenheim, o único clube que ainda não perdeu na Bundesliga esta época. Tem 29 anos.

Após uma cirurgia ao joelho, Nagelsmann parou de jogar mas começou a dar uns toques como treinador, ao lado de Thomas Tuchel, o homem que hoje treina o Borussia de Dortmund.

A função era observar os adversários. Parece que correu bem (surpreendentemente bem) e, desde então, este, digamos, adolescente do banco de suplentes tem vindo a mostrar que sabe o que faz.

Treinou os sub-17 do FC Augsburgo e do Munique 1860, clubes nos quais passou enquanto jogador das equipas de reserva. Em 2010, mudou-se para o Hoffenheim, com o mesmo cargo. Uli Hoeneß, então presidente do Bayern, até quis que o alemão se mudasse para o colosso bávaro (tal era a qualidade do jovem treinador) onde poderia crescer - mas Nagelsmann recusou.

Tinha outros planos.

Foi promovido a auxiliar técnico da equipa principal do Hoffenheim, em 2012, mas rebaixaram-no aos sub-19 até fevereiro de 2016. O mês de todas as surpresas.

Nagelsmann disse olá ao comando técnico do clube - e tão cedo não lhe dirá adeus. Nagelsmann tem na equipa apenas três jogadores mais velhos do que ele e, para a Bundesliga, isso não tem sido um problema (pelo contrário). Com uma maturidade invejável, o treinador promete revolucionar as convenções das técnicas futebolísticas. Até agora, e na primeira metade da Bundesliga ainda não sofreu qualquer derrota. Porquê? Há quem diga que os seus métodos e modelos, inspirados em Guardiola, que sempre disse que as táticas são variáveis (Nagelsmann tanto opta por um 4-2-3-1 como por um 5-4-1 logo de seguida) são o seu ponto forte.

E se muitos torceram o nariz quando o alemão assumiu o comando do Hoffenheim, agora ninguém o quer fora.

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