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Inteligente, profissional e respeitador: Lahm pendura as botas no final da época

Lateral direito do Bayern de Munique, o jogador que é aclamado como exemplar, dentro e fora de campo, vai retirar-se dos relvados e da competição no final desta temporada

Alexandra Simões de Abreu

GUENTER SCHIFFMANN

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Pep Guardiola disse dele em 2013: “É o jogador mais inteligente que treinei em toda a minha carreira. Ele está noutro nível”. E o futebol vai perdê-lo, pelo menos dentro de campo, no final desta temporada, altura em que Philipp Lahm pendurarar as botas.

O anúncio foi feito pelo próprio jogador, no seu 500ª encontro ao serviço do Bayern de Munique, que terminou com uma vitória de 1-0 sobre o Wolfsburg, para a Taça da Alemanha. “Posso continuar com o meu estilo de liderança, a dar o melhor todos os dias em cada treino até ao final da época. Posso continuar a fazê-lo esta época, mas não para além disso. É por isso que tomei a decisão de parar”, justificou o lateral direito, que tem contrato até 2018.

Lahm estreou-se em 2002, frente ao Lens, num jogo a contar para a Liga dos Campeões, e esteve 12 épocas no Bayern – foi emprestado duas épocas, 2003/04 e 2004/05, ao Estugarda –, onde foi sempre capitão desde a retirada de Oliver Kahn e a saída de van Bommel.

Com um comportamento exemplar, nunca foi expulso e só levou 37 cartões amarelos (em 500 jogos, tem no currículo sete Bundesligas, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, um Mundial de clubes e um Mundial de seleções, no Brasil, onde levantou o troféu de campeão do mundo. Nessa final, diante da Argentina, com 30 anos, fez o último jogo com a camisola e braçadeira da seleção que representou em três Europeus e outros tantos Mundiais.

Sobre a despedida dos relvados garantiu: “Pensei nisto durante mais de um ano, porque tens de continuar a testar-te, a perguntar-te diariamente, semana após semana, nos treinos, ‘como é?’ ‘o que sentes?’” e concluiu: “Tenho a certeza de que posso entregar-me e manter o meu nível mais alto – também como líder para os jogadores jovens– até ao final da temporada, apenas mais alguns meses, mas não mais."

Questionado sobre a hipótese de continuar no clube da Baviera como dirigente, Lahm avançou que “houve conversas que correram bem”, mas decidiu que este não é o momento certo e que precisa de uma pausa.