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Egito condena dez adeptos à pena de morte

Tragédia no estádio de Port Said matou 74 pessoas em 2012 e desencadeu protestos pelo território egípcio

Evandro Furoni

Mohamed El-Shahed/AFP

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A Supremo Tribunal do Egito confirmou nesta segunda que 10 adeptos do Al-Masry receberão a pena de morte por causa da revolta no estádio de Port Said, que matou 74 pessoas em 2012. Esta é a maior tragédia dentro de um estádio de futebol nos últimos 15 anos. A informação é da agência de notícias AFP.

A tragédia ocorreu em fevereiro de 2012, quando adeptos do Al-Masry atacaram simpatizantes do Al-Ahly dentro e fora do estádio, localizado no nordeste do país. Ao todo, 72 adeptos da equipa rival e dois policiais foram mortos.

O ataque estava diretamente relacionado com a crise politica no Egitto. Os adeptos do Al Ahly eram conhecidos por protestar contra o presidente Hosni Mubarak durante a Primavera Árabe em 2011; os simpatizantes do Al-Masry defendiam o político.

O caso aumentou a onda de violência no país. Após a tragédia, os protestos causaram a morte de mais 16 pessoas após confrontos com forças de segurança na capital Cairo e mais 12 mortes em Port Said.

A decisão é final e não cabe recurso. Em primeira instância, 21 pessoas haviam recebido a pena de morte, sendo 10 perdoadas posteriormente. Nesta segunda, mais um adepto teve a pena reduzida. Ainda não se sabe quando irão ocorrer as execuções.