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O Milan sonhava com o dinheiro da China para reerguer-se. Ele ainda não apareceu

Equipa italiana tem um acordo de €740 milhões com um grupo chinês, mas venda foi adiada pela terceira vez por causa da falta de dinheiro dos compradores

Evandro Furoni

Marco Luzzani/Getty

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Se o futebol chinês parece uma fonte inesgotável de dinheiro, basta olhar para o Milan para perceber que este não é necessariamente o caso.

A equipa italiana, com uma série de más campanhas no campeonato nacional nas últimas épocas, sonhava em resolver os seus problemas ao sair das mãos de Silvio Berlusconi para um fundo chinês.

No final, o sonho passou a um pesadelo de cancelamentos e incertezas sobre o futuro.

O Grupo SES (Sino-European Sports) entrou em acordo com Berlusconi para adquirir o Milan por €740milhões (€520 milhões em dinheiro e mais €220 para a quitação de dívidas), mas já duas vezes teve que cancelar a assinatura do contrato por não reunir o capital necessário para a transação.

A solução foi fazer um depósito de garantia de € 100 milhões após cada um dos adiamentos.

Segundo o jornal italiano "La Gazzetta Dello Sport", estava tudo programado para o anúncio da conclusão do negócio ser feito no próximo dia 3 de março. Porém, os chineses informaram na última terça que não poderão fazer o pagamento dos €320 milhões restantes.

A solução foi adiar novamente para 31 de março. Ainda é debatido se outros €100 milhões serão adiantados como desculpas.

A venda do Milan para o conglomerado é vista pela direção da equipa como a única hipótese dos italianos voltarem a ser protagonistas no futebol mundial.

Nas últimas três épocas, os rossoneros nem sequer conseguiram a qualificação para a Liga Europa. A equipa está na sétima posição na atual época do Campeonato Italiano.

O Inter de Milão passou por processo semelhante em 2016. O maior rival do Milan vendeu 68,55% das suas ações para o grupo chinês Suning por € 270 milhões.