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É arriscado dizer que o Brasil está de volta?

Os brasileiros venceram o Paraguai por 3-0 e puseram os dois pés no Mundial que disputa na Rússia, em 2018. É o primeiro país a fazê-lo, excluíndo a seleção anfitriã, claro

Lusa

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O Brasil, único totalista em fases finais, tornou-se o primeiro país a juntar-se à anfitriã Rússia na fase final do Mundial de futebol de 2018, face ao desaire (2-1) do Uruguai com o Peru, em Lima. Concluída a 14.ª jornada da zona sul-americana, os “canarinhos”, que bateram o Paraguai por 3-0, somam 33 pontos, contra 24 de Colômbia e 23 de Uruguai e Chile, todos também em zona de qualificação directa, e 22 da Argentina.

Mesmo perdendo os últimos quatro jogos, o Brasil já só pode ser ultrapassado por três selecções, uma vez que o Uruguai e a Argentina ainda se defrontam, precisamente na próxima jornada, a 30 de Agosto.

O Peru venceu o Uruguai por 2-1, depois de ter estado a perder, em Lima, num resultado que acabou por fazer do Brasil o primeiro país a juntar-se à Rússia na fase final do Mundial de 2018.

Os uruguaios até marcaram primeiro, aos 30 minutos, por Carlos Sánchez, mas, cinco minutos volvidos, Paolo Guerrero restabeleceu a igualdade e, na segunda parte, aos 62, Édison Flores selou a reviravolta, após centro de Carrillo.

Na parte final, o Uruguai tentou tudo para, pelo menos, chegar à igualdade, o que quase conseguiu aos 90+3 minutos, num cabeceamento de Diego Godín à barra, mas, expondo-se, também ofereceu muitas ocasiões claras aos anfitriões.

O benfiquista Carrillo (até aos 83 minutos) e o vimaranense Hurtado (desde os 45) actuaram nos anfitriões, tal como o portista Maxi Pereira (todo o jogo) nos visitantes, enquanto Urreta, ex-jogador de Benfica, Vitória de Guimarães e Paços de Ferreira, entrou aos 63 e foi expulso aos 76.

Philippe Coutinho, aos 34 minutos, Neymar, aos 64 - para o seu 52.º golo em 77 jogos pelo “escrete” -, depois de falhar um penálti aos 53, e Marcelo, aos 86, selaram o 10.º triunfo dos “canarinhos” na fase de qualificação.

O Brasil passou a somar 33 pontos, mais nove do que a Colômbia, que subiu ao segundo lugar, ao vencer por 2-0 no Equador, com golos de James Rodríguez, aos 20 minutos, e Juan Cuadrado, aos 34. Com 23 pontos, em terceiro, segue o Uruguai, em igualdade com o Chile, quarto, que venceu em casa a Venezuela - com Jhon Murrillo (Tondela) todo o jogo - por 3-1, com um golo de Alexis Sánchez, aos quatro minutos, de livre directo, e dois de Esteban Paredes, aos sete e 26, contra um de Salomon Rondón, aos 63.

Para o quinto lugar, que vale o apuramento para um play-off frente ao vencedor da Oceânia, caiu a Argentina, que, órfã do castigado Lionel Messi, perdeu por 2-0 com a Bolívia, lá bem alto, em La Paz.

Sem o oxigénio do seu capitão, que a FIFA castigou por quatro jogos, por insultos a um dos árbitros assistentes - que não as ouviu - do jogo anterior, com o Chile, a formação “albi-celeste”, praticamente, não existiu. Juan Arce, aos 31 minutos, de cabeça, após cruzamento longo de Pablo Escobar, e Marcelo Moreno, aos 53, servido por Jorge Flores, derrotaram a Argentina, que só venceu um de oito jogos de qualificação sem Messi e, com ele, ganhou cinco de seis.

Atrás dos “albi-celestes”, seguem Equador (sexto, com 20 pontos), Peru (sétimo, com 18) e Paraguai (oitavo, com 18), que ainda podem sonhar com a Rússia, e Bolívia (nono, com 10) e Venezuela (10.ª e última, com seis).

Na zona sul-americana, os quatro primeiros classificados qualificam-se directamente para a fase final do Mundial2018, enquanto o quinto disputa um play-off intercontinental com o vencedor da Oceânia.

A fase final do Mundial2018 realiza-se de 14 de Junho a 15 de Julho, com cinco selecções de África, quatro ou cinco da Ásia, 13 da Europa, três ou quatro da CONCACAF, nenhuma ou uma da Oceânia e quatro ou cinco da América do Sul, além da selecção anfitriã, a Rússia.