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Quem se redime primeiro?

Arsenal e Manchester City não vencem para o campeonato há duas jornadas. Equipas querem dar a volta a um momento menos positivo da temporada.

Francisco Perez

PAUL ELLIS/Getty

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O Arsenal recebe este domingo o Manchester City (16h, SportTV3), em partida a contar para a 30ª jornada da Premier League. Praticamente afastados do título, os dois clubes vão querer garantir a presença na Liga dos Campeões o mais depressa possível.

Sem vencer para o campeonato desde fevereiro, o clube londrino atravessa um momento bastante delicado. Nos últimos cinco jogos para a Liga, apenas venceu um, frente ao Hull City de Marco Silva por 2-0. Tem 50 pontos e está no sexto lugar, a três do Manchester United.

Após o encontro com o Hull, os “gunners” caíram da Liga dos Campeões perante o Bayern de Munique, numa eliminatória bastante desequilibrada (10-2 no agregado) e perderam com o Liverpool e com o West Bromwich. O único ponto positivo foram as vitórias para a Taça de Inglaterra, primeiro com o Sutton United, depois com o Lincoln City.

Depois da pausa nos campeonatos para as seleções, esta poderá ser uma oportunidade para a formação de Arsène Wenger inverter um ciclo menos bom e dar a volta à contestação de que tem sido alvo nos últimos meses.

“Pode ser bom para os jogadores, para terem uma atmosfera diferente, voltarem frescos e focados. Penso que a paragem foi bem-vinda”.

Com a luta pelo título mais distante, o Arsenal acredita que ainda é possível lá chegar, sendo que para tal necessita de começar por vencer… o Manchester City, uma equipa que o treinador francês considera estar formatada para atacar.

“As pessoas querem ver bom futebol. Quando estás preocupado como nós estamos neste momento, também queres ser forte defensivamente. Mas são duas equipas que têm uma filosofia ofensiva. Ambas vão tentar ser uma ameaça no último terço do terreno. Quando uma marcar, a outra vai dar tudo quando avançar”, defendeu.

“Preferia enfrentar o Arsenal numa série de vitórias”

Nos últimos três encontros, o Manchester City conta apenas uma vitória diante do Middlesbrough para a FA Cup. Para o campeoanto, os “citizens” vêm de dois empates consecutivos e, pelo meio, foram eliminados dos quartos-de-final da Liga dos Campeões diante do Mónaco de Leonardo Jardim.

Em quarto lugar na Premier League, com 12 pontos de atraso sobre o líder Chelsea, em caso de vitória, a equipa pode ultrapassar o Liverpool na terceira posição que tem 59 pontos. O City tem ainda menos dois jogos que os "reds", pelo que a vitória é essencial para atingir o pódio.

Contrariamente ao treinador francês, Pep Guardiola defendeu que as paragens para as seleções não são benéficas para as equipas num momento crucial da temporada.

“Nesta fase é um risco os jogadores alinharem em amigáveis, se pudessem ser evitados era melhor. É uma loucura a quantidade de jogos que se faz numa época comparativamente às seleções, pelo que é natural que as equipas nacionais queiram os jogadores. Mas é uma situação um pouco ridícula”.

E perante o atual momento dos dois clubes, será esta a altura ideal para defrontar o Arsenal?

“Não. Quando uma equipa perde muitos jogos seguidos, é sempre o pior momento para a defrontar. Preferia enfrentar o Arsenal numa série de vitórias. Mesmo assim, eles são uma formação com muita qualidade”, reiterou Pep Guardiola.

As críticas a Arsène Wenger têm sido constantes ao longo da época, mas o treinador catalão tem a certeza de que estas serão curtas.

“Quando ele voltar a ganhar, os adeptos vão ficar felizes novamente. É tão simples quanto isto, eu prometo-vos. Tenho a certeza que os fãs respeitam muito o Arsène, não é fácil ganhar o campeonato. Alguns estão contentes, outros não. Tudo depende dos resultados”.