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Diego Alves já defendeu 24 penáltis, o que faz dele o melhor da Europa

O guarda-redes brasileiro defendeu, este fim-de-semana, a 24ª grande penalidade da sua carreira em Espanha. Ao todo, impediu o golo em metade dos penáltis que foi chamado a intervir

Sónia Santos Costa

Manuel Queimadelos Alonso

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O jogo de domingo contra o Deportivo não começou bem para o Valencia, porque sofreu um penálti aos oito minutos que Faycal Fajr foi bater. No entanto, Diego Alves na baliza prometia uma tarefa difícil ao francês do Deportivo.

O guarda-redes brasileiro apressou-se a responder com os dotes a que habituou os adeptos e acrescentou mais uma grande penalidade à sua lista de defesas. A equipa che acabou por sair vencedora por 3-0, com golos dos ex-benfiquistas Garay (10) e João Cancelo (90) e o de Raul Albentosa (29), na própria baliza.

Ao longo da sua carreira em Espanha, foram 46 as vezes que Diego Alves se viu frente a frente com um batedor – e só em metade dessas ocasiões o outro saiu feliz. Foram um total de 24 bolas as que ele segurou nas suas mãos, com mais uma na trave e uma chutada para fora, e com esses números alcançou o título de melhor da Europa a impedir penáltis. Na liga espanhola, só dois jogadores conseguiram entrar no domínio das suas redes: Lionel Messi e Sergio Garcia.

Sorte ou...

As grandes penalidades costumam ser encaradas como golpes de sorte. Mas isso parece tirar algum mérito aos únicos 5 guarda-redes do mundo que defenderam pelo menos 40% dos que encararam. Tanto quem os tenta defender como quem os bate pode preparar-se, assistindo a horas de filmagens antes dos jogos para decidir se vão para a direita ou para a esquerda.

No final de contas, a ciência presente naquele intervalo de nanossegundos que a bola leva a chegar dos pés do batedor ao fundo da baliza ou às luvas do guarda-redes começa a ser mais estudada, e para isso há que questionar quem a domina.

“Não tenho uma preparação especial, naquele momento podem acontecer mil coisas. Estás sozinho com o batedor. É saber jogar com a pressão que sabes que ele tem. Uma batalha psicológica. Tento fazer isso. Depois é a intuição, ler os movimentos, permanecer calmo, confiar nos meus reflexos. São os fatores que influenciam uma boa defesa”, explica Diego Alves.

O guarda-redes de 31 anos, natural do Rio de Janeiro, não faz parte da lista de convocados para a seleção brasileira mas não parece revoltado com a decisão do Tite. Alisson (Roma), Weverton (Atlético-PR) e Alex Muralha (Flamengo) foram os contemplados com um lugar nas redes brasileiras e Alves reconhece a boa forma dos colegas e as imensas opções do selecionador.

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