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Malgani (ou melhor, Maradona) no PES 2017 mas de costas voltadas com Konami

O antigo jogador acusou a empresa japonesa de usar a sua imagem sem autorização e quer abrir um processo contra os criadores do PES.

Sónia Santos Costa

Chris McGrath

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Na sexta-feira passada, Diego Maradona fez uma publicação no seu perfil do Facebook onde acusou (em três idiomas, para ficar bem claro) a empresa Konami de usar a sua imagem de forma abusiva no jogo Pro Evolution Soccer (PES) 2017. O craque argentino revelou que o seu advogado já está a trabalhar no sentido de processar a empresa japonesa.

Na quarta-feira, a Konami exerceu o seu direito de resposta e desmentiu as acusações de Maradona, afirmando-se salvaguardada por um contrato. “Recentemente, surgiram notícias a darem conta de que no Winning Eleven 2017, cujo título internacional é PES 2017, existe um jogador que está a ser utilizado sem permissão. No entanto, a nossa companhia está a utilizar este jogador apropriadamente, com base na licença do contrato”, pode ler-se no comunicado da empresa nipónica.

No PES 2017, o argentino integra o “Lendas” - um grupo de jogadores aposentados do modo MyClub. Os fãs dos jogos da série sabem que o ex-jogador já estava na edição do ano passado. A diferença é que, no Pro Evolution Soccer 2016, chamava-se Malgani e tinha um visual diferente. Porquê? Precisamente devido à empresa não poder utilizar a sua imagem.

Este é um procedimento comum, tanto no PES como no Fifa, quando as produtoras não têm autorização para incluir determinados atletas.

Maradona reagiu na quarta-feira à justificação da Konami e mostra-se certo de uma indemnização milionária, que usará para fins de caridade. “Agora a Konami diz publicamente que o Barcelona lhe cedeu os direitos da minha imagem! Mas que cabeça pode pensar que a seleção argentina pode ser manipulada pelo Barcelona? E muito menos pela Konami! Nos meus 56 anos já não me enganam mais… Digo-te Konami: vais passar por um julgamento milionário e com todo o dinheiro que te sacar vou construir campos de futebol para as crianças pobres. E, aí sim, vão poder jogar uma coisa limpa. Já está tudo nas mãos do meu advogado Matías Morla”, escreveu, revoltado, nas suas redes sociais.