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Se um Higuaín já é o cabo dos trabalhos, imagine dois Higuaín

Juve perdeu por 3-2, mas golos de Higuaín arrumaram os napolitanos e garantem à Velha Senhora um lugar na final. Mas a história atrás deste jogo é que mais interessa

Sónia Santos Costa

Francesco Pecoraro

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Nápoles e Juventus dão um cocktail amargo quando se juntam. O ingrediente explosivo? Higuaín, o ex-napolitano que foi vendido ao eterno rival e que tem sido ferozmente acusado de traição. Pelas ruas de Nápoles, os turistas encontram muita escolha no que se trata de merchandising anti-Higuaín – há para todos os gostos. Até rolos de papel higiénico com a cara de Pipita.

A Juventus saiu vencedora da primeira-mão da semifinal da Copa da Itália, conseguindo um 3-1 frente ao Nápoles. Esta quarta-feira, as equipas voltaram a encontrar-se, desta feita na casa dos napolitanos, o Estádio San Paolo. O clube de Turim contou com dois golos do ex-Nápoles, Gonzalo Higuaín, para garantirem o seu lugar na final, onde vão defrontar a Lazio.

Gonzalo Higuaín fingiu que não estava a ouvir os assobios e os insultos de “Traidor!” e “Judas!” que vinham das bancadas do ex-clube. Não pareceu afetado, ou então canalizou bem essa afetação: para além de apontar dois golos à equipa do presidente Aurelio de Laurentiis, ainda apontou o dedo a este último, gritando “a culpa disto é tua" e incentivando os adeptos a pedirem explicações ao dirigente.

Mas Aurelio De Laurentiis ainda não estava a ter um dia suficientemente mau. No Twitter, ainda teve de levar com os insultos de outro Higuaín - desta vez o irmão de Gonzalo, Nicola. Este escreveu que lhe dava prazer ver a cara do presidente de cada vez que o seu irmão marcava um golo.


De Laurentiis reagiu, bloqueando Nicola na rede social. Nicola ainda fez pouco desta atitude, sentindo-se encorajado pela atenção que lhe foi dispensada.