Tribuna Expresso

Perfil

Futebol internacional

Um dia depois das bombas, em Dortmund ninguém quer saber de golos

Com um suspeito “de origem islâmica” detido, os procuradores alemães continuam a investigar as explosões que esta terça-feira atingiram o autocarro do Borussia Dortmund. No estádio da equipa o ambiente é de “desafio”, com os adeptos do Dortmund e do AS Monaco a pôr as rivalidades de lado: “Hoje, a noite é de simbolismo”

Mariana Lima Cunha

getty

Partilhar

O entusiasmo era palpável: em dia de jogo para os quartos de final da Liga dos Campeões, os adeptos do Borussia Dortmund e do AS Monaco esforçavam-se por criar um ambiente memorável, entoando os cânticos das respetivas equipas. Michael da Silva, repórter do “Deutsche Welle”, observava aquela “atmosfera fantástica” enquanto se dirigia ao lugar que lhe fora destinado, junto dos restantes jornalistas. Foi então, pouco passava das 19h15, que recebeu uma mensagem de um colega de jornal que o desorientou.

A cerca de dez quilómetros do estádio do Borussia, onde se iria disputar a partida, os jogadores da equipa alemã curvavam-se sobre si próprios ou atiravam-se para o chão do autocarro que os levaria até ao estádio, tentando proteger-se depois de ouvirem uma explosão. Na verdade, foram três: três bombas caseiras que explodiram atrás das sebes à saída do hotel em que a equipa estava hospedada, rebentando as janelas do autocarro e deixando um jogador, o espanhol Marc Bartra, ferido.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)