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Futebol sem pátria: Berlusconi vende AC Milan por €740 milhões

Aos 80 anos, Silvio Berlusconi anunciou a venda do mais titulado clube italiano a um consórcio de investidores chineses

Isabel Paulo

Berlusconi detia o AC Milan desde 1986

Marco Luzzani/Getty

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O polémico ex-primeiro ministro italiano comunicou hoje ao mercado que vendeu a a sua participação de 99,93% no AC Milan, detido pela família Berlusconi há 31 anos, a um grupo de investidores chineses.

Em comunicado, a Fininvest, holding de Sílvio Berlusconi, avançou que o negócio em curso há um ano foi fechado por €740 milhões, valor que inclui a dívida da equipa, fixada em €220 milhões em junho de 2016.

Fininvest e o consórcio Rossoneri Sports Investments Lux adiantam ainda que o pagamento de €90 milhões já foram injetados em custos operacionais do clube desde julho de 2016. O negócio concluído hoje é o maior investimento de um grupo de capitais chineses num clube europeu - o triplo do que pagou o gigante da venda de retalho de eletrodomésticos Suning Commerce Group pelo Inter de Milão, há um ano.

Berlusconi separa-se assim da equipa que conquistou 29 troféus sob a sua administração, entre os quais cinco Liga dos Campeões. Berlusconi, protagonista de uma série de escândalos judiciais, surgiu há três dias a amamentar cordeiros em protesto contra o abate dos animais na quadra época pascal, no âmbito da campanha ambiental “Na Páscoa, eu escolho a vida”.

A China, o país mais populoso do mundo, é cada vez mais a nova pátria do futebol, apesar da falta de pergaminhos dentro das quatro linhas. Além de contratar vagas de treinadores e jogadores europeus por somas astronómicas, detém ainda participações na Premier League, em emblemas como o Manchester City, West Bromwich, Hull City, Aston Villa e Wolverhampton. Em França, 20% do capital social do Lyon é controlado por grupos de investidores do Império do Meio.

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