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Futebol internacional

Se gosta de futebol, isto é para si (e se não gosta, talvez reconsidere)

Ele já ganhou tudo na Europa e está nos EUA para preparar a reforma: David Villa continua especial. O que ele acaba de fazer é incrível

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O desporto de competição às vezes é feio, por vezes é extraordinário; tem dias em que nos desgosta, outros em que nos empolga. Há instantes em que traz frustração, há outros em que proporciona alegrias que nos comovem. E depois há momentos em que o desporto é uma manifestação artística, seja aquela finta monumental, aquele afundanço épico, aquele sprint poderoso, seja o que for - o desporto faz heróis (também vilões) e desperta o melhor (também o pior) de nós. A América acaba de testemunhar o lado entusiasmante e artístico de uma das expressões do desporto, o futebol.

David Villa, espanhol que já exprimiu na Europa futebol refinado, acaba de provar a beleza dos golos longínquos. Aos 35 anos e agora no New York City FC, ele acaba de fazer isto:

Os media da especialidade já dizem que dificilmente haverá golo melhor que este ao longo de 2017, mas o desporto é assim mesmo: quando há acontecimentos estéticos desta relevância é perdoado o exagero do momento. Porque o desporto tem-nos mostrado continuamente que tem a virtude de nos surpreender sucessivamente. E também possui o mérito de premiar os teimosos, porque se Villa fez este golo heroico a quase 50 metros da baliza é porque ele é dos que não desistem – há um ano tinha sido assim:

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