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Adeus, Vicente Calderón. E até um dia

O Vicente Calderón foi inaugurado a 2 de outubro de 1966 com um empate entre Atlético de Madrid e Valência (1-1). Na despedida do estádio, o jogo foi de craques e de golos

Cláudia Alves Fernandes

O Atlético de Madrid vai receber um novo estádio na próxima época e fez um jogo de estrelas mundiais para que os adeptos se despedissem

Denis Doyle

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O recinto estava lotado. Era o jogo do adeus: o último da história do Vicente Calderón. Na tarde de domingo, mais de 51 mil pessoas encheram as bancadas do estádio do Atlético de Madrid para se despedirem dele. Na próxima época, o clube inaugura um novo campo e passa a ter um novo lar: o Wanda Metropolitano foi comprado pelo Atlético por 30 milhões de euros.

O Vicente Calderón teve mesmo mais encanto na hora da despedida: para os adeptos, disputou-se um jogo amigável, no qual entraram em campo craques de agora e de outros tempos que vestiram a camisola dos rojiblancos contra lendas do futebol mundial. Marcaram presença Zico, Seedorf, Caniggia e Ronaldinho Gaúcho, entre tantos outros.

O craque brasileiro Ronaldinho fez jus ao lema e jogou mesmo bonito. Assistiu, brincou, tentou do meio da rua e foi aplaudido, muito aplaudido. Ainda que não tenha marcado nenhum golo, o brasileiro foi a estrela do jogo.

A partida recheou-se de golos: foram nove, no total. As estrelas do futebol mundial – que vestiram a camisola da Fundação Scholas Ocurrentes, uma rede mundial de escolas criada pelo Papa Francico – ganharam aos craques do Atlético (5-4), que, entre um golo e outro, lhes foram dificultando a vida.

Pelos colchoneros, marcaram Fernando Torres, Pedraza, Pedro e Alejandro Sánchez. Quatro golos no total: foi bom, mas insuficiente. Porque as estrelas do futebol mundial não deixaram que os da casa levassem a melhor. Nem mesmo por ser a despedida. Caniggia, Higuita, Yarmolenko, Blanco e Román estragaram a festa aos adeptos do Atlético. Ronaldinho Gaúcho podia ter ajudado à festa das estrelas mundiais, mas desperdiçou um penálti.

O último jogo oficial aconteceu há uma semana, quando o Atlético de Madrid derrotou o Atlético de Bilbao, por 3-1, na última jornada do campeonato espanhol. No sábado, o Calderón foi ainda palco da Copa del Rey, com o Barcelona a conquistar a taça sobre o Deportivo Alavés, também por 3-1.

Nas bancadas do jogo de despedida, contaram-se 51 023 pessoas: o dinheiro dos bilhetes vendidos contribuirá, na totalidade, para a fundação Scholas Ocurrentes, que apoia 446 mil escolas em 190 países para lutar por mais paz e solidariedade mundial.

O novo estádio do Atlético de Madrid ainda não está concluído

O novo estádio do Atlético de Madrid ainda não está concluído

GERARD JULIEN/GETTY

Agora, resta estrear o Wanda Metropolitano, no início da próxima época.