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Murphy, o décimo segundo 'jogador' em campo que afundou o Chelsea em dia de estreia

O Chelsea iniciou a defesa do título inglês da pior forma possível: foi derrotado em casa e terminou o jogo com apenas nove jogadores. Já o Watford, treinado por Marco Silva, começou o campeonato com um empate recheado de golos, num jogo electrizante

João Santos Duarte

Dan Mullan

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“Se algo pode correr mal, vai correr mal, e no pior momento possível”. A chamada “Lei de Murphy” é provavelmente um dos adágios mais citados pela Humanidade, temente que a ironia do Universo possa entrar em acção a cada segundo, seja nos momentos mais excepcionais ou mais banais do quotidiano. E, este sábado, foi a vez do Chelsea provar que a lei continua atual.

A expressão foi cunhada pelo engenheiro aeroespacial Edward A. Murphy, quando os sensores de uma experiência que pretendia medir os batimentos cardíacos e a respiração de pilotos falharam no preciso momento em que não deveriam falhar. E foi mais ou menos o que aconteceu à 'máquina' de António Conte, que no ano passado cilindrou a concorrência na luta pela Primeira Liga inglesa, mas que este ano não podia ter começado da pior forma a defesa do título frente ao Burnley.

Ao quarto de hora o campeão inglês já jogava com menos um elemento, depois da expulsão do defesa central Gary Cahill. A partir daí foi o descalabro. Ao intervalo os londrinos já perdiam por 3-0, e estavam a jogar em casa.

Na segunda parte, Conte fez entrar em campo Alvaro Morata, que esta época trocou o Real Madrid pelo Chelsea pelo valor de 80 milhões de euros, e o avançado espanhol não desiludiu: reduziu o marcador aos 69 minutos e trouxe alguma esperança ao campeão inglês. Mas uma nova expulsão, desta vez de Fabregas, aos 81 minutos, deitou tudo a perder. O central brasileiro David Luiz ainda conseguiu reduzir o marcador, com um golo apontado já muito perto do final, mas não foi o suficiente para evitar a derrota.

Portugueses sem derrotas

Nos restantes jogos do dia, destaque para o empate do Watford, treinado por Marco Silva, com o Liverpool. O jogo terminou empatado a 3 golos, com a equipa comandada pelo técnico português a conseguir o golo do empate já ao cair do pano, ao minuto 93, por Miguel Britos.

Na segunda liga, a equipa mais portuguesa do chamado “Championship” continua a somar vitórias. O Wolverhampton, treinado pelo antigo técnico do F.C. do Porto, Nuno Espírito Santo, e com três portugueses no onze inicial (Rúben Neves, Roderick Miranda e Diogo Jota), venceu fora o Derby County por 2-0. O golo que selou a vitória foi apontado por outro português que saltou do banco, Ivan Cavaleiro. Os Wolves estão no topo da tabela, com duas vitórias em dois jogos.

Já o Sheffield Wednesday, treinado por Carlos Carvalhal, não foi este sábado além de um empate a uma bola em casa frente ao Queens Park Rangers.